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O Clima

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“Os Açores têm um clima marítimo com temperaturas amenas que variam desde os 16ºC no Inverno aos 26ºC no Verão. As temperaturas do mar sofrem influências da Corrente do Golfe e do Anticiclone dos Açores, sendo também elas amenas e entre os 14ºC e os 22ºC em média. A humidade relativa do ar ronda em média os 80%” (Brito, 2009). 


As imagens exibidas foram retiradas do site CMMG - Centro do clima, meteorologia e mudanças globais da Universidade dos Açores, Projecto CLIMAAT (ver)

Mapa da Humidade relativa média anual  (%) da Ilha Terceira

Mapa da precipitação acumulada (mm) da Ilha Terceira


Mapa da temperatura média anual (ºC) da Ilha Terceira



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Ilha Terceira - Geomorfologia, Vulcanismo e Sismicidade

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Geomorfologia



A ilha Terceira tem cerca de 30 km de comprimento por 19 km de largura e abrange uma área da ordem 400 km2. Caracteriza-se por apresentar altitudes relativamente baixas, atingindo o seu ponto de quota mais elevada  (1021 metros) no vértice geodésico de Santa Bárbara,  situado no bordo S da caldeira.


Sob o ponto de vista geomorfológico identificam-se seis regiões distintas:

(1) Vulcão dos Cinco Picos - o mais antigo da ilha (+/- 3 milhões de anos) e também o mais erodido, situa-se na zona oriental e corresponde a um edifício de grandes dimensões. Deste antigo vulcão restam, a Serra do Cume (no flanco NE) e a Serra da Ribeirinha (no flanco SW), escombros de uma  caldeira, conhecida como a Caldeira da Serra do Cume, com 7 Km de diâmetro,  que colapsou á cerca de 100 000 anos.

(2) Vulcão Guilherme Moniz -  Localiza-se na região centro-meridional na Serra do Morião e corresponde a um edificio poligenético ( tipo de vulcão onde poderão ocorrer diversos períodos eruptivos intercalados por outros de acalmia), de morfologia suavizada encimado por uma caldeira de paredes abruptas que  se encontra parcialmente ocupada por produtos de actividade eruptiva recente;

(3) Vulcão do Pico Alto - Situa-se no sector centro-setentrional, sobre o flanco norte do Vulcão Guilherme Moniz, e corresponde a um vulcão central com caldeira, preenchida por domos e escoadas lávicas traquíticas. Este aparelho tem atribuida a sua idade máxima de 100 mil anos, e de 1000 anos para o seu vulcanismo mais recente;

(4) Vulcão de Santa Bárbara  - As formações mais antigas deste vulcão datam de à cerca de 1 milhão de anos. Ocupa a parte ocidental da ilha e corresponde a um edificio cónico, truncado por duas caldeiras concêntricas, sendo que a mais antiga terá colapsado à cerca de 29 mil anos e a mais recente  está totalmente preenchida por domos e escoadas lávicas traquíticas. Nos seus flancos destacam-se diversos cones de escórias e extrusões de lavas traquíticas. Em falhas radiais do  vulcão  encontram-se  cones  de  escórias   e  domos   com   escoadas  lávicas (como  o Pico das Faias, o Pico do Teles, o Pico Negro, o Pico da Serreta e outros)

(5) a Faixa Vulcânica Fissural - é definida por uma faixa com cerca de 2 km de largura que se desenvolve em torno de um eixo central da Terceira, desde a área da Serreta (a NW) ás áreas de Porto Judeu- Fonte do Bastardo(a SW), recortando o interior da Caldeira Guilherme Moniz, o sul do Vulcão do Pico Alto e o troço central da Caldeira da Serra do Cume. Esta faixa Fissural foi reactivada há poucos milhares de anos e apresenta  diversos alinhamentos de cones de escórias, domos lávicos e falhas geológicas;

(6) Graben das Lages - Localiza-se no extremo nordeste da ilha e corresponde a uma estrutura tectónica distensiva definida por diversas escarpas de orientação NW-SE.



Vulcanismo

Carta Vulcanológica

O vulcanismo da ilha Terceira está marcado pelas erupções históricas de 1761 na zona central da ilha, o chamado Vulcão dos Picos Gordos, e no Sistema Vulcânico Fissural. Ao largo da ilha registaram-se duas erupções submarinas, a primeira em 1867 e a segunda entre 1998-2001, na Crista Submarina da Serreta.

Vulcanismo Histórico


Sismicidade


Sismicidade
 
A sismicidade localizada no interior da ilha Terceira tem sido pouco significativa, centrando-se, especialmente, no Vulcão do Pico Alto e no Vulcão de Santa Bárbara.
Angra do Heroísmo e Graben das Lajes são outras das zonas onde se observa alguma actividade.
Os eventos de maior magnitude e intensidade que têm afectado a ilha nos últimos anos têm tido epicentro no mar, nas importantes zonas sismogénicas definidas pela Bacia E da Graciosa, a Crista Submarina da Serreta, a Crista Submarina SE da ilha Terceira e o Banco D. João de Castro. Adicionalmente, embora com menor frequência, registam-se alguns eventos a sul da ilha, ao longo dos alinhamentos que se prolongam até aos centros eruptivos submarinos históricos.

O evento mais forte dos últimos 30 anos registou-se a 1 de Janeiro de 1980 e teve epicentro a cerca de 50 km a W da Ponta da Serreta, tendo atingido magnitude 7,2 e sido sentido na ilha Terceira com intensidade máxima de VIII (EMS-98).

Sismos Destruidores


 Referência:

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Arquipélago dos Açores

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O arquipélago dos Açores foi formado por actividade vulcânica durante o final do Terciário. A primeira ilha a surgir acima da linha média da água do mar foi Santa Maria, há cerca de 8.1 milhões de anos (Ma), durante o Mioceno. Seguiram-se, por ordem cronológica, São Miguel (4.1 Ma), Terceira (3.52 Ma), Graciosa (2.5 Ma), Flores (2.16 Ma), Faial (0.7 Ma), São Jorge (0.55 Ma), Corvo (0.7 Ma) e, a mais jovem, o Pico (0.27 Ma) (Ver)


azores islands




 
 Localização

O arquipélago dos Açores situa-se em pleno Atlântico Norte entre as latitudes 37º e 40ºN e as longitudes 25º e 31ºW, a uma distância de cerca de 1600 km do continente europeu. É composto por nove ilhas e diversos ilhéus, dispostas ao longo de um conjunto de alinhamentos tectónicos de orientação geral WNW-ESE. As ilhas do arquipélago dos Açores estendem-se por uma faixa com cerca de 600 km de extensão, segundo três grupos distintos: o Grupo Ocidental que inclui as ilhas de Flores e Corvo, o Grupo Central as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, enquanto que o Grupo Oriental integra as ilhas de São Miguel e Santa Maria e os Ilhéus das Formigas. (ver)


Localização geográfica do arquipélago dos Açores
 e representação esquemática da Plataforma dos Açores
(adaptado de Nunes, 1991 e Luis et al., 1994).

  
As ilhas, que ocupam uma área global de 2333 km2, emergem de uma vasta zona submarina pouco profunda - o “Plateau” dos Açores - de forma aproximadamente triangular e limitada a Oeste pelo rifte médio-atlântico. Esta zona, a Plataforma dos Açores, que é usualmente definida pela curva batimétrica dos 2000 m, ocupa uma área de cerca 5,8 milhões de km2 e marca a transição para a planície abissal circundante, de profundidades superiores a 3500 m.




 Enquadramento Geotectónico
Enquadramento geotectónico do arquipélago dos Açores
 (adaptado de Forjaz, 1983 e Buforn et al., 1988; in: Nunes et al., 1993).
  
A junção tripla dos Açores apresenta-se como uma região tectonicamente muito complexa, onde confluem vários alinhamentos importantes. De um modo genérico, a Crista Médio-Atlântica (CMA) separa a placa Americana, a Ocidente, das placas Euroasiática e Africana, a Este, enquanto que a Falha Açores-Gibraltar corresponde à fronteira das placas Euroasiática, a Norte, e Africana, a Sul. Apesar disso, subsistem muitas interrogações acerca desta fronteira de placas no troço compreendido entre a ilha de Santa Maria (sensivelmente entre 25ºW) e a CMA.


Principais acidentes tectónicos da junção tripla dos Açores
 (adaptado de Nunes, 1991 e Luis et al., 1994). 
O asterisco indica a localização do sismo da Terceira de 1/Jan/1980.




 Como se disse, as ilhas do arquipélago dos Açores emergem da Plataforma dos Açores, que, grosso modo, está limitada a Oeste pela Crista Médio-Atlântica, a Sul pela Zona de Fractura Este dos Açores e a NE pelo alinhamento definido pelo Rifte da Terceira.O peculiar enquadramento geotectónico do arquipélago, confere-lhe uma actividade vulcânica importante e uma elevada sismicidade.

http://na.oceana.org/en/explore/marine-places/azores

A última erupção vulcânica ocorrida nos Açores teve início em finais de 1998 e estará, ainda, em curso. Com foco(s) localizados no mar, sensivelmente a 10-15 km a Oeste da ilha Terceira, a “erupção da Serreta” desenvolve-se no troço do Rifte da Terceira.







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