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FESTAS DO ESPÍRITO SANTO

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Pomba do Espírito Santo
Pomba do Espírito Santo
Topo da Bandeira
Império Quatro cantos 2012
 Angra do Heroísmo
Coroa do Espírito Santo
Coroa do Espírito Santo
Império Quatro cantos 2012
Angra do Heroísmo 
As Festas do Divino Espírito Santo vão ser novamente candidatas a Património Imaterial da UNESCO. Trata-se de  uma nova tentativa depois da rejeição de candidatura  idêntica apresentada há 10 anos atrás. Esta ideia surgiu reforçada após o V  Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo, que encerrou hoje em Angra do Heroísmo, e de onde surgiu o repto para que os investigadores presentes contribuíssem para a candidatura. 





Pézinho
 Império Quatro Cantos 2012
Angra do Heroísmo
 Distribuição carne e pão
 Distribuição da carne e do pão
Império Quatro Cantos 2012
Angra do Heroísmo 
Entretanto, por todas as ilhas dos Açores continuam estas festividades,  com a reza do terço, a distribuição de carne, pão e vinho, as esmolas e os pezinhos, as coroações, as cantorias e os bodos. Frequentemente se ouvem foguetes, filarmónicas e cantadores.






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FESTAS DO ESPÍRITO SANTO - Nos Açores #1

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Coroa do Espírito Santo
Coroa do Espírito Santo
Império dos Quatro Cantos
Angra do Heroísmo


A tradição da festa do Divino Espírito Santo no dia de Pentecostes, viria também nos porões das embarcações e nas almas das gentes que povoaram gradualmente as ilhas dos Açores. Os donatários, devotos e crentes do Divino Espírito Santo, trouxeram coroas e usaram-nas em cerimoniais idênticas àquela que acontecera na corte de D.Dinis e D. Isabel.

Durante o governo de Pedro Soares de Sousa, 2.º Capitão Donatário de Santa Maria, já se cumpriam os festejos do Espírito Santo, coroando o mais velho mendigo e abrindo as copeiras aos famintos de pão e de carne e a toda a população. Este costume foi sendo praticado nas várias ilhas onde se foram fixando, adaptando-se aos mais diversos tipos de povoamento e encontrando-se hoje algumas características diferenciadas de ilha para ilha assim como de povoação para povoação.

A devoção dos fidalgos pelo Espírito Santo passou ao povo e democratizou-se. Para levar a cabo esta enorme tarefa, as populações dos diversos lugares e freguesias associaram-se, cada qual entre si, e as suas festas do Espírito Santo em nada desmereciam as dos fidalgos.

A hierarquia da Igreja tentou controlar e assumir a liderança da festa do Pentecostes, mas a fé do povo ditou as suas normas e impôs expressá-la à sua maneira, comemorando com muita alegria em torno dos seus Impérios do Espírito Santo (ver).

Nas festas do Espírito Santo nos Açores, a partilha dos alimentos não só pelos mais necessitados, mas também pelos que estão mais próximos, amigos e vizinhos, têm um significado profundo. Realizadas de Abril a Junho, aos domingos, são acompanhadas de uma fé imensurável deste povo, tremendamente massacrado pelo isolamento, por fomes, intempéries, terramotos e vulcões, que assim arranjou maneira de agradecer e de invocar a protecção do Divino.


A vivência dos festejos do Espírito Santo entre os açorianos foi levada na bagagem cultural e religiosa daqueles que se viram obrigados a partir para terras tão distantes como o Canadá, os Estados Unidos, Brasil, que os receberam como imigrantes e onde hoje se encontram importantes comunidades açorianas. A devoção ao Espírito Santo continua muito viva nessas comunidades mantendo-se assim o símbolo que mais identifica e une a alma deste povo.






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FESTAS DO DIVINO ESPÍRITO SANTO - As Origens #3

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(continuação)


A Rainha Santa Isabel vestida com
o seu  hábito religioso e com uma
representação do milagre das rosas
D. Isabel de Aragão, rainha de Portugal consorte do Rei D. Dinis e popularmente conhecida como Rainha Santa, institui uma confraria, em Alenquer, a que chamaram Império, e no dia de Pentecostes do ano de 1296, foram convocados clero, nobreza e povo, a tomarem parte nas solenidades religiosas realizadas quando da sua inauguração.
Reza a história que um dos cidadãos mais pobres que assistia aos ofícios litúrgicos, realizados na capela real, foi convidado a ocupar o lugar do Rei, sobre o dossel da capela-mor, e foi-lhe colocada na cabeça a coroa real, enquanto, se entoava o hino Veni Creator Spiritus. 
Após a celebração da missa, e ainda investido das insígnias reais, foi-lhe oferecido um jantar, no Paço Real.

Foi bem acolhida pela corte esta cerimónia, visto os fidalgos quererem seguir o exemplo de humildade dos seus soberanos. Começaram assim, no dia de Pentecostes a realizar cerimónias idênticas às do Paço Real tendo, com autorização do Monarca, mandado fazer coroas semelhantes à coroa real, que tinham no centro um medalhão com os símbolos da Santíssima Trindade.

Passou então o País a assistir, nos séculos XIII e XIV pelo Pentecostes, a este cerimonial caritativo, levado a cabo principalmente pelas casas nobres e ricas. 

Mais tarde, seria o povo, reunido em Irmandades, a realizar por si estes festejos que eram terminados, à maneira da nobreza, com touradas e jogos.

A Festa dos Tabuleiros  em Tomar, que se realiza de quatro em quatro anos, é das poucas festas dedicadas ao Divino Espírito Santo realizadas no continente, mas são consideradas como a matriz destas celebrações, que depois se estenderam aos Açores e a outros territórios de expansão portuguesa. 


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FESTAS DO DIVINO ESPÍRITO SANTO - As Origens #2

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Segundo o calendário bíblico, era celebrada uma festa durante o festival judaico da colheita (que comemora a entrega dos Dez mandamentos escritos por Deus ao profeta Moisés no Monte Sinai, cinquenta dias depois do Êxodo), e que é referida com vários nomes:

Festa da Colheita ou Sega - onde se celebrava a colheita de grãos, trigo e cevada;
Festa das Semanas - que acontecia cinquenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontecia com a colheita do trigo; 
Dia das Primícias dos Frutos - onde se faziam ofertas voluntárias, a Deus, dos primeiros frutos colhidos da terra;
Festa de Pentecostes - nome de origem grega cujo significado é cinquenta dias depois (da Páscoa), e que terá sido perpetuado apartir dos anos 330 a.C.


Diferenciando-se da Páscoa que era uma celebração familiar, a festa de Pentecostes (ou Colheita, ou Semanas), era celebrada nos  locais onde se cultivava o trigo, a cevada, e outros produtos agrícolas. A cerimónia começaria com o lançar da foice contra as espigas, seguindo-se uma peregrinação para o local de culto onde se reunia o povo com suas famílias, amigos e estrangeiros. No local da cerimónia, um feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus e todos se alimentavam de parte das ofertas trazidas pelos agricultores. Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e acção de graças a Deus pela Sua protecção e cuidado, e onde se relembrava a libertação do povo judeu do Egipto e a obediência aos estatutos divinos.


Pentecostes
Vasco Fernandes
, 1853-1932


Para os cristāos, o  Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e é uma das celebrações importantes do calendário cristão. Segundo as Sagradas Escrituras, "após ter se cumprido o dia de Pentecostes, estavam os discípulos reunidos e de repente, veio do céu um som , como de vento veemente e impetuoso e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas línguas repartidas como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem".





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FESTAS DO DIVINO ESPÍRITO SANTO - As Origens #1

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Este ano, o Domingo de Pentecostes ( 50 dias após a Páscoa) celebra-se a 27 de Maio. 
É um dia de festa por todas as ilhas dos Açores, que celebram o culto ao Divino Espírito Santo, uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas de Portugal.

Deusa Ceres
Machado de Castro

Segundo alguns investigadores,  as origens desta celebração encontram-se nas grandes festas que os  Romanos dedicavam  à deusa Ceres.

Em 496 a.C., os Romanos terão atravessado uma época de fome devastadora, pelo que terão adoptado a deusa grega Deméter, dando-lhe o nome de Ceres e consagrando-lhe um templo no monte Aventino em Roma.

Ceres, deusa da agricultura, é  muitas vezes representada segurando uma haste de cereal ou milho, algumas vezes com uma tocha, coroa ou cetro. Sagrados a ela eram as criações e os produtos agrícolas (com ênfase no milho), papoula, narciso e o grou.

A Cerealia ou Ludi Ceriales ("jogos de Ceres"), um dos festivais dedicados à Deusa, era celebrado de 12 a 19 de Abril e outro, o Ambarvalia, onde a deusa era personificada e celebrada por mulheres,  era iniciado em Maio.



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Impérios do Espírito Santo

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Imperio de Sao Pedro Angra do Heroismo
Império do Espírito Santo
 de São Pedro (Rua de Trás)
Fundado 1877
Freguesia de S.Pedro


O culto nos Impérios ao Divino Espírito Santo já é descrito 150 anos após o povoamento das ilhas como sendo um culto generalizado em todos os Açores. Serviu como que um elo de união para as gentes provenientes de lugares tão diversos como a Flandres e o Algarve, e representando um verdadeiro traço cultural unificador das populações das diversas ilhas.




Assim, a Irmandade com carácter territorial  (composta por irmãos, voluntariamente inscritos e consensualmente aceites, todos eles iguais em direitos e deveres) é responsável pela organização do culto estruturado em torno de um Império do Espírito Santo (normalmente um pequeno edifício com arquitectura distinta em torno do qual se realizam as actividades do culto, sendo que na Ilha Terceira são pequenas capelas vistosamente ornadas e encimadas pela coroa imperial) ao qual geralmente está associada uma dispensa que, como o nome indica, se destina ao armazenamento dos adereços, dos víveres e dos demais elementos necessários às celebrações, que são da responsabilidade do Mordomo (geralmente um irmão que se oferece para desempenhar a função por vezes em agradecimento de uma graça ou em forma de promessa).




Império dos Inocentes da Guarita em Angra do Heroismo
Império do Espírito Santo
 dos Inocentes da Guarita
Fundado em 1901
Freguesia da Conceição
O Império da rua de cima de São Pedro Angra do Heroismo
O Império do Espírito Santo
 da Rua de cima de São Pedro
Fundado em 1795
Freguesia de S.Pedro
Império dos Quatro Cantos Angra do Heroismo
Império do Espírito Santo dos Quatro Cantos
Fundado 1810
Freguesia da Sé






Para o culto existem determinados objectos cada um com a sua simbologia como a Coroa, o Ceptro e o Orbe, assim como a Bandeira, as Varas e o Hino. As cerimónias consistem na Coroação, no Cortejo, no Bodo entre outras, mas trata-se essencialmente de uma Festa de Fé, de Entreajuda e de Alegria. 





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