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Angra do Heroísmo - Cidade Património da Humanidade - Centro Histórico

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O Centro Histórico de Angra do Heroísmo é uma  Zona Classificada como Conjunto de Interesse Público, e detêm a designação de Monumento Nacional desde 2001, tendo também sido criada uma zona de protecção onde se salvaguardam em geral, a distribuição de volumes e coberturas ou revestimento exterior dos edifícios.A salvaguarda do património construído implica que qualquer intervenção sobre o património edificado esteja sujeita a regras rigorosas, devidamente legisladas.

Limite do Centro Histórico de Angra do Heroísmo


A arquitectura patrimonial de Angra do Heroísmo é um  conjunto de conventos, fortificações, igrejas, palácios, solares, quintas senhoriais, e outras edificações de importância histórica e cultural que remontam, na sua maioria, a datas bastante recuadas, algumas mesmo ao século XVI. Engloba arquitectura civil, militar e religiosa num vasto número de edificações classificadas de Monumentos Regionais , Imóveis de Interesse Público e Imóveis de Interesse Municipal, que importa conservar.

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Angra do Heroísmo - Cidade Património da Humanidade - A candidatura à Unesco

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A Candidatura a UNESCO


A UNESCO enviara uma comissão à Terceira entre 23 e 31 de Janeiro de 1980, para avaliar a destruição, e em 1981 foi apresentado o projecto de candidatura.
O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, foi classificado no dia 7 de Dezembro de 1983 pela UNESCO, Património da Humanidade ou Património Mundial, pelos critérios IV e VI: a sua importância como escala de rotas marítimas e o seu papel na aproximação das civilizações.




«Angra do Heroísmo era de uma beleza tal que não podia nunca morrer. A alma da cidade clamava pelo seu corpo. E hoje é de novo uma pequena jóia», disse Mota Amaral, então presidente do Governo Regional.










Hoje vivem e circulam neste monumento vivo cerca de 15.000 pessoas por dia.








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Angra do Heroísmo - Cidade Património da Humanidade - A reconstrução

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Angra do Heroísmo 


A reconstrução 


450 anos após a sua fundação, as marcas da história continuavam visíveis em  Angra do Heroísmo: no desenho renascentista das suas ruas, bem como nos seus edifícios com uma traça muito própria, de cantarias lisas ou emolduradas, sacadas de madeira com rótulas e aventais nas janelas de peito. Mas após o sismo de 1980, e perante a enorme destruição dos monumentos e das habitações, houve quem sugerisse que simplesmente se arrasasse a cidade e se construísse uma nova noutro local, ou quando muito, que se mantivessem as fachadas e se fizessem casas novas por detrás das antigas.




 A Reconstrução





Horas depois do sismo já as máquinas das obras públicas trabalhavam nas ruas,tentando desimpedir os acessos e removendo escombros.








A prioridade eram as pessoas, o seu realojamento,a limpeza das ruas, a reconstrução das casas. 







Três dias depois, foi formalmente constituído o Gabinete de Apoio à Reconstrução, liderado pelo Eng. Correia da Cunha, para apoiar na reconstrução de edifícios de carácter comum. 



A sua filosofia era dar apoio à  população na reconstrução das suas habitações, fornecendo materiais e orientação técnica, mas delegando nos proprietários a responsabilidade da mesma, o que veio a ser considerado um exemplo na tarefa de reconstrução de catástrofes.









A Direcção Regional dos Assuntos Culturais  ficou encarregue da reconstrução de igrejas, palácios, solares, fortificações e edifícios seculares, exemplos de arquitectura religiosa, militar e civil que transformavam Angra numa cidade única. 






Reedificar a cidade, e preservar  o seu passado, era  um desafio enorme e uma obsessão para os conhecedores da sua História, mas a generalidade da população não tinha grande sensibilidade para a preservação do património.



 




Homens empenhados  levaram a peito a missão de resgatar, catalogar, escorar ou armazenar pedaços de azulejos, talhas douradas, brasões, telas, até  pedaços de alvenaria. "Chamavam-lhes «loucos», e muitas vezes o trabalho era feito contra a própria vontade dos proprietários, com quem chegava a haver discussões aos gritos" diz Joel Neto em A Cidade dos Heróis.

 


Foi criada legislação especial, prevendo financiamentos a fundo perdido para os proprietários de  casas classificadas, associações culturais e desportivas, impérios do Espírito Santo, igrejas da Diocese, capelas e ermidas privadas.




Lentamente, viu-se de novo a cidade a renascer,  as igrejas da Sé, da Misericórdia, da Conceição..., o edifício dos Paços do Concelho, o obelisco a D. Pedro IV, os magníficos solares,  conventos como o de S. Gonçalo, capelas e impérios, os fortes e até um hospital militar de valor histórico incalculável.







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