Sé Catedral

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Sé Catedral de São Salvador


Encontra-se classificada como Monumento Regional pela Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto



Sé Catedral Angra Heroísmo
Sé Catedral
de Angra Heroísmo
 

Também é conhecida por Sé Catedral de S. Salvador.

Neste mesmo sítio, em 1461, Álvaro Martins Homem iniciava a construção de uma primitiva igreja paroquial sob invocação a S. Salvador, tendo o seu primeiro vigário sido nomeado em 1496. Em 1534 foi criado o Bispado de Angra mas só em 1568 no reinado do Cardeal D. Henrique é que foi tomada a decisão de construir um templo que servisse de sede á Diocese e que satisfizesse as necessidades da população. 
Sob a responsabilidade do arquitecto Luís Gonçalves, a pedra basilar da Sé foi assente em 1570 e levaria 48 longos anos a ser construída.



"Em 18 de Novembro deste ano lançou-se a primeira pedra na Igreja da Sé nova, em presença do dito corregedor Fernão de Pina Marecos, com assistência do senado, (...). Acabou-se esta famosa obra em 1618, tendo-se nela gasto 46:448$763 réis; porém dos seus inspectores não houve boa fama, pelo desperdício que se lhe notou na distribuição dos muitos fundos a ela aplicados." - Francisco Ferreira Drummond  em Anais da Ilha Terceira, Tomo I (Terceira Época - Capítulo VIII).


Ficou bastante danificada pelo sismo de 1980, e posteriormente por um incêndio de grandes proporções em 1985, que viria a destruir  as talhas dos altares, os tubos do órgão e o tecto.


 

 

Foi visitada em 11 de Maio de 1991 pelo Papa João Paulo II tendo sido erigido uma estátua  no exterior que assinada esta visita.






  
Sé Catedral de Angra do Heroísmo 

É um  templo maneirista ou de arquitectura chã portuguesa, sendo a sua fachada composta de duas torres sineiras e entre as duas um templete para um relógio colocado em 1782.






Nave Central
  

O  interior é constituído por 3 naves divididas por pilares mas com cobertura única.
Ao entrarmos no pórtico de três arcadas que dá acesso ao templo, deparamo-nos com um guarda vento.  
 Entramos na porta lateral esquerda e acedemos á nave do Santíssimo Sacramento. 

 




  
Do lado esquerdo, um portal encimado por duas telas magnificas, de escola maneirista, uma representando a circuncisão de Cristo e outra a adoração dos magos, dá entrada ao Baptistério, onde encontramos a pia baptismal, local de baptismo dos paroquianos da Sé e também do Beato João Baptista Machado, mártir no Japão, representado num magnifico vitral. Aqui também podemos encontrar uma adorável imagem do Menino e um vaso chinês da Dinastia Ming

Baptistério



Sé Catedral de Angra do Heroísmo
Altar das Almas


A seguir ao Baptistério a primeira Capela , O Altar das Almas onde se encontra uma tela alusiva á salvação das almas onde estão representados a Santíssima Trindade, a Virgem Maria e S. Domingos. Foi neste altar que foi erecta a Irmandade das Almas em 1640 pelo Cónego Leonardo de Sotto Mayor.









N. Sra da Conceição



Depois, o Altar de Nossa Senhora dos Anjos – Onde se encontra uma imagem do séc. XVII representando Nossa Senhora da Conceição, e que é proveniente do altar mor do antigo Convento de S. Francisco da Praia.









Capela do Senhor Jesus dos Aflitos

A Capela do Senhor Jesus dos Aflitos – que provém do primeiro templo tendo sido fundada por  Diogo Álvares Vieira e sua mulher Beatriz Anes Camacho. Contém a pedra tumular do seu  provável instituidor e figura proeminente de Angra no séc. XVI, Francisco Dias do Carvalhal. 
Nesta capela está representado o Calvário com imagens encomendadas a Lisboa em 1706 de  Cristo Crucificado, Nossa Senhora e S.João.






Imagem de N.Sra de Fátima
Capela de
N. Sra do Rosário


A seguir encontra-se a Capela de Nossa Senhora do Rosário que  também provém do antigo templo tendo sido fundada e edificada pela Irmandade do Rosário. Aqui encontram-se imagens de Nossa Senhora de Fátima (aqui colocada em 1948) de S. José e do Sagrado Coração de Jesus.








Sé Catedral de Angra do Heroísmo
Capela do
Santíssimo Sacramento
Sé Catedral de Angra do Heroísmo
Altar e Sacrário em prata
A Capela do Santíssimo Sacramento foi  fundada pela mais antiga Irmandade da Sé que ainda hoje  se encontra em actividade, a Irmandade do Santíssimo Sacramento. Considerado o local mais sagrado do templo, apresenta o Altar com um painel frontal em prata com iconografia eucarística do século XVIII, e um sacrário também de prata. Este conjunto que engloba outros objectos pertencentes ao Tesouro da Sé,  foi pago em dinheiro pela Irmandade para o salvar da confiscação da Junta Provisória em 1829, que mandara recolher todas as pratarias e sinos das igrejas (restando só o indispensável para a realização do culto) para serem entregues na Casa da Moeda  estabelecida na Fortaleza da S. João Baptista a fim de serem fundidas em moeda. 



Capela Mor
Sé Catedral de Angra do Heroísmo
Capela Mor
A Capela Mor onde se encontra a cátedra do Bispo e o conjunto de cadeiras do coro capitular, é considerada o coração da Igreja . Situada sob um arco triunfal onde estão representadas as Armas Reais sobrepostas à Cruz de Cristo, tem um importante retábulo com pintura em cedro do séc XVII, onde figuram várias passagens do Evangelho e no meio uma imagem da Oficina dos Mestres da Sé, representando o Salvador, orago da Sé.


Arco triunfal da Capela Mor

 Em frente á Capela Mor, encontra-se  o Altar Mor, onde se celebra a santa missa e outras festividades.

Altar Mor - pormenor


Altar Mor -vista geral

Altar Mor - pormenor
Altar Mor - pormenor





Capela do Senhor Jesus Velho ou de Nossa Senhora de Lurdes - Esta capela foi construída pela família Canto e Castro e nela se encontra a pedra tumular de Pero Anes do Canto, provedor das Armadas da Índia, podendo-se ver nos lados do arco o brasão de armas dos Cantos e dos Castros.
Em 1891, o Monsenhor Cónego Ferreira estabeleceu a devoção por N.Sra de Lurdes pelo que a sua imagem se encontra nesta capela.




Stº. Estêvão

Estante de jacarandá


Capela de Santo Estêvão - Estêvão Cerveira Borges foi um nobre da cidade que doou terrenos para a construção deste templo em 1570 e instituiu esta capela. Aqui podemos apreciar um a belíssima imagem de Santo Estêvão, primeiro mártir do cristianismo, acusado de heresia e morto entre 34 a 40 DC, assim como uma estante coral de jacarandá com embutidos de marfim proveniente do Convento de S. Francisco de Angra do Heroísmo.


Capela Stº Estêvão - pormenor


Capela de S.Pedro Ad Vincula




Capela de São Pedro ad Vincula - Nesta capela existe a pedra tumular do seu fundador, o cónego Luis de Almeida. Nela foi erecta, em 1604, a Irmandade de São Pedro Ad Vincula dos Clérigos Pobres, ainda em actividade. Pode-se admirar a imagem de São Pedro das Cadeias, de bela expressão barroca e uma notável grade de jacarandá.




Stº António




O Altar de Santo António apresenta uma linda imagem de Santo António. Aqui existiu no séc XV a Confraria de Santo António,que ainda oferece pão benzido nos dias 13 de cada mês.







S. Brás de Sebaste




Altar de São Brás  com imagem do séc. XVI, de influência flamenga, representando o Bispo Brás de Sebaste, mártir e  bispo católico que viveu na Arménia entre os séc. III e IV. Padroeiro das doenças de garganta, foi capturado e decapitado pelos romanos no ano de 316 e enterrado na cidade de Sebaste.




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Imóveis de Interesse Municipal da Freguesia de Nª Sra da Conceição - Arquitectura Civil

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Prédio na Rua da Garoupinha

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil 
Morada: Prédio na Rua da Garoupinha, 42-44

Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)







Prédio na Rua da Garoupinha

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil 
Morada: Rua da Garoupinha, 21-25

Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)











Prédio na Rua da Garoupinha

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Rua da Garoupinha, 2 

Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)





Prédio na Rua do Cruzeiro

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil 
Morada: Rua do Cruzeiro, 34-40

Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226) 





Prédio na Rua do Cruzeiro

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil  
Morada: Rua do Cruzeiro, 28-32 

Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)  





 

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Sismo 1980

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[...] «somos de carne e de pedra [...] os nossos ossos mergulham no mar».
  Vitorino Nemésio em «Açorianidade»


O evento


O sismo ocorreu pelas 15:42 (hora local) do dia 1 de Janeiro de 1980, e teve magnitude 7,2 na escala de Richter. A profundidade hipocentral estimada foi de 10 km e o epicentro situou-se no mar, cerca de 35 km a SSW de Angra do Heroísmo. Foi perceptível durante 20 segundos num raio de 120 quilómetros e produziu mais de 300 réplicas em três meses.



Os danos

O sismo afectou as ilhas Terceira, Graciosa e S.Jorge.


Foto 1 - Rua da Rocha

Na ilha Terceira das 19 000 habitações existentes, 4700 ficaram destruídas e 5700 ficaram inabitáveis. Só em Angra do Heroísmo, das 4600 habitações existentes ficaram destruídas cerca de 1800.

Foram registadas 71 vítimas fatais (51 na Terceira e 20 em São Jorge) e mais de 400 feridos.


No total, ficaram danificados mais de 15 500 edifícios, causando cerca de 15 000 desalojados.

O então presidente da República Portuguesa, António Ramalho Eanes anunciou três dias de luto nacional





Os testemunhos


Foto 2  - Igreja da Mesericórdia
"(...) Lembro-me que andava de bicicleta no quintal da minha casa e a determinada altura fiquei sem perceber o que se passava, a bicicleta não respondia aos meus comandos e quase tudo em meu redor caía como se de peças de dominó se tratasse, como foi o caso do “asilo das meninas”, conhecido por Irmandade de Nossa Senhora do Livramento. Na altura a inocência típica dos meus cinco anitos não permitiu que eu reflectisse sobre quantas crianças teriam ficado debaixo dos escombros. Confesso que ainda hoje não sei… e para ser sincero prefiro não saber.(...)" - diz Miguel Bettencourt em http://miguelbettencourt.wordpress.com/2009/02/09/registos-fotograficos-do-sismo-de-1980/







Foto 3 - Sé Catedral

"(...)Em Angra tudo foi abaixo. Havia rachas no chão. Vim a descobrir que a minha casa, pequena e antiga, fora abaixo. O telhado tinha caído e não se conseguia abrir a porta. Se tivesse lá ficado talvez não estivesse viva hoje.(...) Nos dias seguintes, não conseguia dormir. Lembro-me que quando se davam as réplicas (algumas bastante fortes), o pânico era tão grande que fugíamos sem norte(...)" - relato de Ana Alves ao Correio da Manhã   http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/eu-sobrevivi







Foto 4

"(...)Tanta radiografia se havia tirado naquela tarde que as radiografias tinham muito menos precisão. Haviam mesmo crianças feridas ou amputadas a acordar de anestesias. Havia uma grande confusão (...) Mesmo sendo de dia, houve mortes a lamentar. Houve enormes danos patrimoniais, economias familiares comprometidas, futuros de luta inesperada ou incerta.(...)" -  palavras do Professor Doutor António Manuel Bettencourt Machado Pires  quando das Comemorações dos 25 anos do Sismo em http://www.iac-azores.org/agenda/2005/sismo1980.html






Foto 5

"(...)os meus pais e restante família encontravam-se todos a viver em Angra do Heroísmo, tendo a casa dos meus pais ficado destruída e as outras com vários danos.
Foram momentos muito difíceis e que permanecem na minha memória pois durante muitas horas não obtive notícias deles e depois por ver os meus pais então com 60 anos a ficarem sem a sua casa de sempre (...)" - diz Martins Soares em  http://fayal.blogs.sapo.pt/321800.htm









Foto 6
"(...) Não tive lua-de-mel. Em sete anos, vivi em sete casas e dormi em nove camas diferentes.(...)", conta Francisco Reis Maduro-Dias que casara no Porto pelos dias do sismo e, ao regressar a Angra, encontrou destruída a casa que passara dois anos a restaurar com as próprias mãos (...)" em http://joelneto-outros.blogs.sapo.pt/tag/reportagem










Foto 7


“(...) na primeira noite que ficámos em Angra do Heroísmo não conseguimos dormir, bem como a população local, devido às cinco fortes réplicas que se fizeram sentir na ilha”(...) recorda o repórter fotográfico Marques Valentim do jornal Portugal Hoje, um dos primeiros fotojornalistas do Continente a chegar à  Terceira, em http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=13440

 




Foto 8
"(...)Com tal ondulação tudo se mexia. As paredes da casa das minhas velhinhas primas caiu, eu gritava, gritava... Ninguém me ouvia tal o barulho que acompanhava o meu medo. Aconteceu-me algo estranho e fiquei com um frio horrendo. Não havia roupa que me tirasse aquele frio, nem o casaco grande da minha mãe.(...)" - testemunha "Azoriana" em http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/1014630.html





Após o sismo




Foto 9 - Ajuda à população

A 15 de Fevereiro de 1980, um mês e meio depois de a terra tremer haviam sido montadas 415 tendas em diversos aldeamentos improvisados, distribuídos dois mil quilos de lacticínios (manteiga e queijo) e 120 mil unidades de alimentos básicos (pão e leite) e entregues aos sinistrados 1550 toneladas de cimento, 63 toneladas de ferro, 750 metros cúbicos de areia, 950 metros cúbicos de brita, 2800 barrotes e 2750 dúzias de tábuas de forro.


Na altura já havia casas em avançado estado de reconstrução - e então ainda não havia projectos nem empreiteiros, era o povo a trabalhar com as próprias mãos.

Foto 10 - Aguardando entrega de abastecimento

As ajudas vieram de todo o lado. Instituições como a Cruz Vermelha, a Cáritas, a Fundação Espírito Santo, a PSP, o Regimento de Infantaria, a Base Aérea - todas elas acorreram ao que puderam.

Países como os Estados Unidos, o Canadá, o Japão, a Coreia do Sul, a Alemanha, a França ou a Inglaterra - todos eles contribuíram com fundos. Cidades como Viseu, Aveiro, Fafe, Leiria e Coimbra - todas elas forneceram operários mais ou menos qualificados. Empresas nacionais e locais, todas elas apressaram projectos.

Mas foi o povo o primeiro a reagir.

Ao fim de apenas dez dias, marcados por chuvas torrenciais, os entulhos estavam todos removidos e/ou encostados às paredes, com as estradas desobstruídas. Milhares de pessoas foram realojadas (escolas, tendas, módulos metálicos, barracas de madeira e casas pré-fabricadas), correndo às distribuições de comida e de roupa, improvisando espaços de culto e tentando resistir aos atritos da vizinhança forçada - o crime quase não aumentou.

Em 1985, mais de 85 por cento dos edifícios destruídos nas três ilhas estavam outra vez de pé, agora com novas condições sanitárias e de segurança. (excertos do texto de Joel Neto em A Cidade dos Heróis) 

Durante a meia década que sucedeu ao brutal sismo de 1 de Janeiro de 1980, Angra do Heroísmo foi sobretudo um grande estaleiro de obras.

Foto 11


"(...) Só caí em mim ao fim de doze dias. E as minhas prioridades eram a água, a luz e que o Rádio Clube de Angra estivesse a funcionar para dar informações às pessoas(...)" - palavras do presidente da Câmara Rui Mesquita, que havia sido empossado escassas 24 horas antes do sismo em http://joelneto-outros.blogs.sapo.pt/tag/reportagem









Foto 12

"(...)Tinha apenas 5 anos, mas lembro-me perfeitamente que parecia que todos sabiam o que haviam de fazer não só para minimizar danos pessoais como também como socorrer as pessoas. O meu próprio pai saiu em auxílio de muitos moradores a prestar os primeiros socorros.(...)" http://sociedade-civil.blogspot.com/2009/10/catastrofes-naturais-locais-de-risco.html







A reconstrução da cidade e de todo o seu património histórico e cultural levou á candidatura a Património Mundial pela Unesco.


A 7 de Dezembro de 1983, três anos depois do Sismo, Angra foi classificada Património da Humanidade pelos critérios IV e VI: a sua importância como escala de rotas marítimas e o seu papel na aproximação das civilizações.


«Angra conservou, mesmo depois do terramoto de 1 de Janeiro de 1980, a melhor parte do seu património monumental e um conjunto urbano homogéneo», dizia a declaração.






"(...) Essa é a voz do primum vivere brutal que a Natureza dita ao Açoriano: viver com as suas pedras, dar-lhes uma científica privacidade, esperar delas a imprevisibilidade das coisas naturais que nos concedem tanta beleza nos longos intervalos das suas fúrias cósmicas. Em suma, enfrentar com serenidade a terra volúvel e imprevisível.(...)" palavras do Professor Doutor António Manuel Bettencourt Machado Pires quando das Comemorações dos 25 anos do Sismo de 1980, em http://www.iac-azores.org/agenda/2005/sismo1980.html






Fotos 6, 10, 11 e 12 - Marques Valentim "01.01.80 - o Dia que abalou os Açores"




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A Erupção Submarina da Serreta (1998-2001) - Vulcanismo Serretiano

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25 e 30 de Novembro de 1998 - regista-se  um conjunto de fenómenos sísmicos com uma frequência acima do normal, embora imperceptíveis para a população. De acordo com os sismógrafos da região, foram registados mais de 150 microssismos.

18 de Dezembro de 1998fazem-se ouvir os primeiros relatos dos pescadores, segundo os quais emanações de gases vulcânicos estariam a subir do fundo oceânico.

22 de Dezembro de 1998 - confirma-se a erupção.

Foto 1
 Balões de lava flutuando à superfície
Foto 2
Bloco de lava que sobe para a superfície por ser oco

Foto 3
Balão de lava
Liberta uma fumarola branca,
 provocada pelo choque de temperaturas


Foto 4
Bloco de Lava
Radiotelevisão Portuguesa (Abril 1999)
URL: <http://www.rtp.pt>
Foto 5
Bloco de Lava com 80 cm diâmetro máximo
 recolhido a 10 Fevereiro de 1999
 (CVAR Universidade dos Açores)

Foto 6
Balão de Lava a flutuar libertando gás.
Cortesia do CVAR - Univ.Açores
Foto 7
Vista aérea do local da Erupção
Foto de Helicóptero de João Gaspar
CVAR - Univ. Açores



VULCANISMO SERRETIANO

O Vulcão Submarino da Serreta foi uma importante erupção vulcânica situada no mar a noroeste da ponta da Serreta, ilha Terceira. A erupção submarina iniciou-se nos finais de 1998, a cerca de 300 a 600 metros de profundidade, e  prolongou-se até meados de Março de 2000. A profundidade a que estava o topo da chaminé do vulcão, e devido á pressão da água, impedia que se verificassem os habituais fenómenos eruptivos tipicos dos vulcões submarinos pouco profundos, como os jactos de piroclastos e lava, colunas de vapor e algumas explosões. No entanto, subiam para a superfície blocos de lava ocos.Alguns desses blocos bastante escuros, eram enormes,  e apareciam quando menos se esperava, silenciosamente. Tais blocos estão a ser designados por balões de lava. Os balões ascendiam à superfície e flutuavam durante alguns minutos libertando o gás que estava no seu interior. O arrefecimento dos balões, no seu contacto com a água do mar, levava à formação de uma coluna de fumo branco. A ocorrência de um fenómeno com estas características nunca fora anteriormente descrito pelos cientistas, pelo que vários geólogos portugueses propuseram que se passe a chamar às erupções submarinas, basálticas, relativamente profundas e onde se formem balões de lava como tendo Actividade Eruptiva do Tipo Serretiano (Serretyan activity).


Foto 8 - Esquema de formação dos Balões de Lava, desenho de (Forjaz, et al., 2000)


Origem das Fotos:
Foto 1,2 e 3 - http://serreta-creminer.fc.ul.pt/index3ced.html?sectionid=3&menuid=3
Fotos 4,5,6 e 7 - http://www.volcano.si.edu/world/volcano.cfm?vnum=1802-05=&volpage=var#bgvn_2401
Foto 8 - http://geocrusoe.blogspot.com/2009/02/tipos-de-actividade-vulcanica-submarina.html

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