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(...) Em quasi toda a superfície da Ilha Terceira não ha serra , monte , ou val , em que se não observem vistigios de algum volcão extincto em séculos mui anteriores ao seu descobrimento e povoação . O observador curioso não pode em seus terrenos dar um passo , que não receba sensações de prazer , e ao mesmo tempo d'horror , e de admiração .  Se a formosura , e galhardia , com que ella se ostenta no meio do oceano , a dão aconhecer como uma filha mimosa da natureza , enriquecida dos dões os mais amáveis , e adornada dos encantos os mais atractivos , as cicatrizes , que occulta debaixo de seus enfeites , igualmente manifestarão os estragos assoladores dos flagelos horriveis , que tem sofrido.(...)

Excerto da obra 
" Topographia da Ilha Terceira ", 1 parte - 1843
do Pe. Jerónimo Emiliano de Andrade,
retirado do site do Centro de Conhecimento dos Açores,
 cuja leitura recomendamos: 



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Ilhas de Bruma

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" Ilhas de Bruma"
Interpretação de "7 Anos de Música",  letra e música de Manuel Medeiros Ferreira.

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Baía de Angra

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Baía de Angra do Heroísmo - Ilha Terceira - Açores


Baia de Angra do Heroismo

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" Terceira - A ilha Lilás " - Documentário - 1ª parte

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Primeiro de uma série de epísódios sobre a ilha Terceira, denominado "Terceira - A ilha Lilás", totalmente produzido e realizado por nós, para ser apresentado neste blog.

Neste episódio, "O Arquipélago dos Açores", descreve-se o enquadramento geotectónico do arquipélago, onde confluem vários alinhamentos importantes. As ilhas do arquipélago dos Açores emergem da Plataforma dos Açores, que, grosso modo, está limitada a Oeste pela Crista Médio-Atlântica, a Sul pela Zona de Fractura Este dos Açores e a NE pelo alinhamento definido pelo Rifte da Terceira.O peculiar enquadramento geotectónico do arquipélago, confere-lhe uma actividade vulcânica importante e uma elevada sismicidade.





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Touradas à corda

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Entre Maio e Outubro, na ilha Terceira, realizam-se inúmeras touradas à corda, uma tradição que movimenta milhares de pessoas e tem um impacto significativo na economia local.


Imagem daqui

" As touradas à corda decorrem na rua, sendo o perímetro delineado com riscos brancos no chão, que indicam até onde o touro pode ir, acomodando-se os espetadores em muros e varandas devidamente tapados com proteções de madeira para impedir as investidas do animal.
(...) a festa arranca logo de manhã com a escolha dos touros no campo, onde são realizados almoços ao ar livre, muitas vezes acompanhados por música e brincadeiras com bezerras nos `tentaderos` dos ganadeiros.
Algumas horas antes da tourada, os quatro touros escolhidos são colocados em gaiolas de madeira, sendo o transporte para o local da corrida seguido por uma caranava de carros enfeitados com hortênsias, uma planta abundante no interior da ilha. 



Imagem daqui

Às 18:30 é lançado o foguete que anuncia o início da tourada, altura em que o animal sai da gaiola, depois de lhe ter sido amarrada uma corda ao pescoço e de lhe serem colocadas bolas nas pontas dos chifres.
Para que o touro não ultrapasse as linhas que delimitam o arraial da festa, a corda, que tem entre 90 a 100 metros de comprimento, é agarrada por `pastores`, normalmente entre sete a dez, divididos em dois grupos.
Figura importante são os `capinhas`, que `atiram um passo` ao touro, provocando a investida do animal com guarda-chuvas abertos e camisolas, que substituem as capas utilizadas nas praças de touros. 




Imagem daqui

Qualquer um se pode arriscar a `brincar` com o touro, fazendo-o apenas por gosto, uma vez que não existem `capinhas` pagos, da mesma forma que ninguém paga bilhete para assistir ao espetáculo.
Tradicionalmente, as mulheres ficam nas varandas, enquanto os homens passeiam pelo arraial, fugindo ou trepando muros, portões e postes de eletricidade quando o touro se aproxima, sendo os mais destemidos aqueles que não se afastam muito do animal.
O touro não pode estar na rua menos de 15 minutos, nem mais de meia-hora, e o recolher à gaiola é marcado novamente por um foguete.
Nos intervalos entre cada touro, a população aproveita para petiscar nas tascas ambulantes instaladas no local ou nas mesas fartas disponibilizadas por quem mora na zona do arraial. 

No final, a festa prolonga-se nos `comes e bebes`, por vezes acompanhados com música, a que os terceirenses chamam o `quinto touro`."
(texto retirado daqui)



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