Hospital da Boa Nova

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O Hospital da Boa Nova foi mandado edificar pelos espanhóis, por volta de 1615, para que cumprisse a função de apoiar e tratar os militares aquartelados no Castelo de São Filipe.

Sendo considerado como um dos mais antigos hospitais militares do mundo e provavelmente o primeiro em Portugal, terá sido construído posteriormente à Ermida da Boa Nova, que lhe é adjacente.

Sendo porventura o primeiro Hospital Militar a ser construído de raiz em território português é considerado como um exemplo e modelo arquitectónico, assistencial e administrativo, que se repercutiu pelo vasto território além-mar e que muito contribuiu para a estratégia de expansão portuguesa e do intercâmbio teórico/científico entre Europa Ocidental e as culturas locais onde se edificaram outros imóveis com o mesmo fim.

O Hospital da Boa Nova, está a ser remodelado e ampliado com vista à instalação do Núcleo Museológico de História Militar Baptista de Lima, do Museu de Angra do Heroísmo.



Fontes: SIPA

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Vulcão do Pico Alto

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O Vulcão do Pico Alto ocupa grande parte da zona centro da ilha Terceira, situando-se a norte do Vulcão Guilherme Moniz, e corresponde a um vulcão poligenético com caldeira, quase totalmente preenchida por numerosos domos e coulées traquíticos.

Após um período de intensa actividade explosiva que conduziu à formação de uma caldeira de colapso, à menos de 140.000 anos B.P., a actividade eruptiva de natureza traquítica (s.l.), exibida pelo Vulcão do Pico Alto tem alternado entre efusiva e explosiva. Em resultado, foram produzidos numerosos domos e coulées, a que se encontram associados escoadas piroclásticas e surges, cujo desenvolvimento se tem efectuado preferencialmente para N e NE. Apesar de não se ter verificado nenhuma erupção histórica neste vulcão a actividade eruptiva é bastante recente tendo ocorrido as últimas erupções há cerca de 1.000 anos B.P. ou menos.

Presentemente, as manifestações secundárias mais relevantes localizam-se no flanco sudoeste do aparelho, no campo fumarólico das Furnas do Enxofre.


Texto retirado de: CVARG



Vulcão do Pico Alto - ao fundo
Vulcão do Pico Alto - ao fundo

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Vulcão de Santa Bárbara

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Parte de uma das caldeiras do Vulcão de Santa Bárbara


O Vulcão de Santa Bárbara (que tipifica o contorno elipsoidal da ilha Terceira, a noroeste) é o mais geodiversificado de todos os grandes vulcões terceirenses.
Iniciou-se (há 1 milhão de anos?) ao longo de episódios submarinos que depois geraram produtos terrestres, essencialmente basálticos, característicos de um vulcão em escudo. Porém ao longo dos milénios, Santa Bárbara evoluiu para um vulcanismo mais ácido expressando-se sob a forma de domos e de espessas escoadas traquíticas, episódios plinianos e subplinianos de pedra-pomes e de algumas pequenas massas de ignimbritos. Durante uma importante fase de intensa actividade terá formado duas caldeiras aproximadamente concêntricas. O fenómeno de colapso que levou à génese da primeira caldeira terá ocorrido  num período entre os 30.000 anos B.P. e os 25.000 anos B.P., enquanto que a formação da  última caldeira terá ocorrido à menos de 10.000 anos B.P.. Posteriormente, no interior da segunda caldeira terão ocorrido diversas erupções, como atestam a presença de domos e espessas coulées.
Nos flancos do Vulcão de Santa Bárbara destacam-se diversos cones de escórias e extrusões de lavas traquíticas.
As escoadas e as projecções de obsidianas são, porém, dos materiais vulcânicos mais espectaculares do arquipélago, inserindo, assim, o Vulcão de Santa Bárbara no conjunto de paisagens vulcânicas de maior interesse geoturístico e cultural insular.
Na vertente sul do Vulcão de Santa Bárbara encontram-se identificadas diversas áreas geotérmicas e no sector Serreta-Raminho existem águas mineromedicinais de valor terapêutico. A sismicidade, as erupções submarinas de 1867 e de 1998 e a frescura dos acidentes tectónicos (falhas, estruturas associadas e caldeiras) adicionadas aos factores anteriormente referidos permitem inserir Santa Bárbara na série de vulcões potencialmente activos dos Açores
Faz parte da  Reserva Natural da Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros incluída no Parque Natural da Terceira.

Serra de Sta.Bárbara vista de Angra do Heroísmo


Referências:

2- SIARAM

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Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros

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A Reserva Natural da Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros incluída no Parque Natural da Terceira é uma enorme mancha de vegetação natural dos Açores, apresentando grande diversidade de espécies, habitats e ecossistemas protegidos.
Aqui podemos encontrar matos pioneiros de cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) e rapa (Calluna vulgaris), prados naturais, turfeiras florestadas de cedro-do-mato e turfeiras de esfagno (Sphagnum sp.), floresta laurifólia, etc.
É constituída pelo interior e pelas faldas da dupla caldeira do vulcão da serra de Santa Bárbara e pelos domos traquíticos dos Mistérios Negros, um dos centros da erupção de Abril de 1761. Integra a Zona Especial de Conservação (ZEC) da Serra de Santa Bárbara e Pico Alto no âmbito da Rede Natura 2000.
O interior da Caldeira de Santa Bárbara constitui uma reserva integral (categoria da IUCN Ia), pelo que o acesso a esta zona é condicionado.





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Vinhas dos Biscoitos

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As Vinhas dos Biscoitos estão classificadas como Área de Paisagem Protegida incluída no Parque Natural da Terceira.
Constitui uma área costeira de biscoito, com terrenos compartimentados por curraletas, pequenas parcelas delimitadas por muretes de pedra seca, para produção de vinho, que constituem uma arquitectura rural edificada desde o povoamento da ilha e que tem resistido a todas as intempéries que têm assolado a principal zona vitícola da Terceira.
É notória a coexistência dos valores paisagísticos e culturais com os ecossistemas e habitats naturais, numa paisagem humanizada tradicional de elevado valor estético e produtivo.
 
 
 


Na Ilha Terceira  a introdução da vinha presume-se que terá acontecido com a chegada do primeiro capitão do Donatário Jácome de Bruges e comitiva, tendo sido introduzidas as castas  Verdelho, Moscatel Mourisco e Assara(espécie de Moscatel?).
A primeira alusão à vinha dos Biscoitos é uma "carta datada de 15 de Dezembro de 1503, outorgada por Antão Martins, Capitão da Praia, em benefício do almoxarife da mesma capitania, João Ornelas da Câmara, estabelecia, como uma das obrigações, o plantio, em certo "biscoitos" de 300 bacelos, 60 amoreiras, 30 figueiras, e outros tantos marmeleiros, destinando-se o espaço restante a pastagens para o gado bovino, ovino, porcino e cavalar".

O vinho dos Biscoitos foi o vinho das Caravelas da rota das Índias e das Especiarias. Entre os produtos essenciais ao abastecimento das armadas figurava o vinho"Verdelho".
Nos Biscoitos o vinho de qualidade é o de Verdelho que pode ser de mesa, regional ou licoroso (IPR).
Actualmente, a nível da Região Autónoma dos Açores, o vinho de Verdelho dos Biscoitos licoroso tem um lugar privilegiado, a tal ponto que muitas recepções oficiais incluem um "Biscoitos de Honra". Também tem tido assento nalguns acontecimentos solenes a nível Nacional.

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