Vulcão de Santa Bárbara

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Parte de uma das caldeiras do Vulcão de Santa Bárbara


O Vulcão de Santa Bárbara (que tipifica o contorno elipsoidal da ilha Terceira, a noroeste) é o mais geodiversificado de todos os grandes vulcões terceirenses.
Iniciou-se (há 1 milhão de anos?) ao longo de episódios submarinos que depois geraram produtos terrestres, essencialmente basálticos, característicos de um vulcão em escudo. Porém ao longo dos milénios, Santa Bárbara evoluiu para um vulcanismo mais ácido expressando-se sob a forma de domos e de espessas escoadas traquíticas, episódios plinianos e subplinianos de pedra-pomes e de algumas pequenas massas de ignimbritos. Durante uma importante fase de intensa actividade terá formado duas caldeiras aproximadamente concêntricas. O fenómeno de colapso que levou à génese da primeira caldeira terá ocorrido  num período entre os 30.000 anos B.P. e os 25.000 anos B.P., enquanto que a formação da  última caldeira terá ocorrido à menos de 10.000 anos B.P.. Posteriormente, no interior da segunda caldeira terão ocorrido diversas erupções, como atestam a presença de domos e espessas coulées.
Nos flancos do Vulcão de Santa Bárbara destacam-se diversos cones de escórias e extrusões de lavas traquíticas.
As escoadas e as projecções de obsidianas são, porém, dos materiais vulcânicos mais espectaculares do arquipélago, inserindo, assim, o Vulcão de Santa Bárbara no conjunto de paisagens vulcânicas de maior interesse geoturístico e cultural insular.
Na vertente sul do Vulcão de Santa Bárbara encontram-se identificadas diversas áreas geotérmicas e no sector Serreta-Raminho existem águas mineromedicinais de valor terapêutico. A sismicidade, as erupções submarinas de 1867 e de 1998 e a frescura dos acidentes tectónicos (falhas, estruturas associadas e caldeiras) adicionadas aos factores anteriormente referidos permitem inserir Santa Bárbara na série de vulcões potencialmente activos dos Açores
Faz parte da  Reserva Natural da Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros incluída no Parque Natural da Terceira.

Serra de Sta.Bárbara vista de Angra do Heroísmo


Referências:

2- SIARAM

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Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros

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A Reserva Natural da Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros incluída no Parque Natural da Terceira é uma enorme mancha de vegetação natural dos Açores, apresentando grande diversidade de espécies, habitats e ecossistemas protegidos.
Aqui podemos encontrar matos pioneiros de cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) e rapa (Calluna vulgaris), prados naturais, turfeiras florestadas de cedro-do-mato e turfeiras de esfagno (Sphagnum sp.), floresta laurifólia, etc.
É constituída pelo interior e pelas faldas da dupla caldeira do vulcão da serra de Santa Bárbara e pelos domos traquíticos dos Mistérios Negros, um dos centros da erupção de Abril de 1761. Integra a Zona Especial de Conservação (ZEC) da Serra de Santa Bárbara e Pico Alto no âmbito da Rede Natura 2000.
O interior da Caldeira de Santa Bárbara constitui uma reserva integral (categoria da IUCN Ia), pelo que o acesso a esta zona é condicionado.





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Vinhas dos Biscoitos

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As Vinhas dos Biscoitos estão classificadas como Área de Paisagem Protegida incluída no Parque Natural da Terceira.
Constitui uma área costeira de biscoito, com terrenos compartimentados por curraletas, pequenas parcelas delimitadas por muretes de pedra seca, para produção de vinho, que constituem uma arquitectura rural edificada desde o povoamento da ilha e que tem resistido a todas as intempéries que têm assolado a principal zona vitícola da Terceira.
É notória a coexistência dos valores paisagísticos e culturais com os ecossistemas e habitats naturais, numa paisagem humanizada tradicional de elevado valor estético e produtivo.
 
 
 


Na Ilha Terceira  a introdução da vinha presume-se que terá acontecido com a chegada do primeiro capitão do Donatário Jácome de Bruges e comitiva, tendo sido introduzidas as castas  Verdelho, Moscatel Mourisco e Assara(espécie de Moscatel?).
A primeira alusão à vinha dos Biscoitos é uma "carta datada de 15 de Dezembro de 1503, outorgada por Antão Martins, Capitão da Praia, em benefício do almoxarife da mesma capitania, João Ornelas da Câmara, estabelecia, como uma das obrigações, o plantio, em certo "biscoitos" de 300 bacelos, 60 amoreiras, 30 figueiras, e outros tantos marmeleiros, destinando-se o espaço restante a pastagens para o gado bovino, ovino, porcino e cavalar".

O vinho dos Biscoitos foi o vinho das Caravelas da rota das Índias e das Especiarias. Entre os produtos essenciais ao abastecimento das armadas figurava o vinho"Verdelho".
Nos Biscoitos o vinho de qualidade é o de Verdelho que pode ser de mesa, regional ou licoroso (IPR).
Actualmente, a nível da Região Autónoma dos Açores, o vinho de Verdelho dos Biscoitos licoroso tem um lugar privilegiado, a tal ponto que muitas recepções oficiais incluem um "Biscoitos de Honra". Também tem tido assento nalguns acontecimentos solenes a nível Nacional.

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Costa das Quatro Ribeiras

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Além de ser uma Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies incluída no Parque Natural da Terceira,está classificada como Zona Especial de Conservação (ZEC), constituindo também uma área importante para as aves (IBA). 
São 57,43 ha de zona costeira com grande complexidade geomorfológica com campos de lavas costeiras antigos, vales de ribeiras, baías de fundos rochosos com formações basálticas de interesse e grutas semi-submersas.
Aqui podem-se encontrar endemismos como a Spergularia azorica, a urze ou vassoura (Erica azorica), a não-me-esqueças (Myosotis maritima) e a vidália (Azorina vidalii).
Quanto à avifauna, podem-se observar o cagarro (Calonectris diomedea borealis) e o garajau-comum (Sterna hirundo). Ocasionalmente podem avistar-se espécies como a garça-real (Ardea cinerea), o pilrito-das-praias (Calidris alba) e o borrelho-de-coleira-interrompida (Charandrius alexandrinus). 
É uma zona frequentada por pequenos cetáceos, destacando-se a toninha-brava (Tursiops truncatus) e tartarugas, como a tartaruga-boba (Caretta caretta).













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Garajau-comum

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Sterna hirundo (Linnaeus, 1758)
 Nome comum: Garajau-comum, andorinha do mar

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Actinopterygii
  • Ordem: Perciformes
  • Família: Labridae
  • Género: Sterna
  • Endémica dos Açores: Não
  • Responsável: Prof. Regina Cunha (Professora Auxiliar)
  • Estado de Conservação: Nativo


O Garajau-comum distribui-se por todas as ilhas dos Açores onde possui mais de 40 diferentes colónias de reprodução que podem atingir centenas de casais em alguns ilhéus. A população dos Açores estima-se em cerca de 3000 casais reprodutores, mas representa apenas cerca de 4% da população Europeia. Tal como o Garajau-rosado, esta espécie também inverna nos dois lados do Atlântico, tanto na costa ocidental do continente africano, como na costa oeste da América do Sul. Para além do Brasil, o Garajau-comum também foi recapturado ainda mais a sul, na Argentina.(texto retirado daqui)

A sua nidificação ocorre em colónias situadas em praias de areia ou calhau e em escarpas. Nos Açores nidificam preferencialmente em ilhéus.
O período reprodutor decorre entre Abril e Julho e a postura é constituída por 2 a 3 ovos e feita directamente no chão em colónias muito densas, podendo atingir 2 ninhos/m2.

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