Bye Bye... GORDON

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Imagem onde se pode ver o percurso anómalo do Gordon, desde a sua formação na zona do Mali até hoje, já em fase de dissipação.


Progressão do Furacão Gordon em direcção aos Açores
Imagem da NASA



A passagem do furacão Gordon pelos Açores apenas originou 18 ocorrências sem gravidade em S. Miguel e Santa Maria.

Poucas horas depois da passagem do furacão o sol voltou a brilhar!

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Algar do Carvão

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Classificado como Monumento Natural Regional dadas as suas peculiaridades vulcanológicas, e importância em termos ambientais, o Algar do Carvão é a cavidade vulcânica mais conhecida dos Açores, e o único vulcão em todo o Mundo cujo interior é visitável! 


Trata-se de uma chaminé vulcânica que não se encontra completamente obstruída:
 a sua  cratera, ou seja a "boca" do algar com dimensões de 17 x 27 metros,  dá passagem a uma conduta vertical com cerca de 45 m de desnível, seguida de uma rampa, constituída por um depósito de gravidade, e de um novo desnível na vertical que termina numa lagoa a cerca de 80 metros de profundidade relativamente à boca do algar.




A Origem


O Algar do Carvão teve a sua origem num processo muito raro a nível mundial e único nos Açores:

Neste local, existia  um espesso manto de natureza traquítica (rico em silica, Si +/- 60%) resultante da actividade do vizinho vulcão do Pico Alto.
Mais tarde, há cerca de 3000 anos BP, iniciar-se-ia uma  erupção vulcânica de natureza basáltica que daria origem a um vulcão estromboliano. 
Numa primeira fase, a lava basáltica numa tentativa falhada de  romper esse espesso manto traquítico, formou a zona da lagoa e as duas abóbadas que se encontram sobre a mesma. Posteriormente, numa nova tentativa, conseguiu romper mais ao lado a actual chaminé, emitiu escoadas lávicas basálticas muito fluídas que cobriram uma grande área em seu redor incluindo o fundo da Caldeira do Vulcão Guilherme Moniz, e formou um cone de material piroclástico, o Pico do Carvão. 
Os derrames de lava muito efusiva, produziram rios de lava ácida muito fluidas que carbonizaram vegetação existente. A datação de um dos fósseis então formados, dá para o Algar do Carvão uma idade de 2148 ( + ou - 115 anos). 
Na fase final da actividade eruptiva, o magma retrocedeu rapidamente para o interior das condutas mais profundas e da câmara magmática, deixando um vazio por baixo do manto traquítico, ou seja o algar propriamente dito.


Interesse geológico 




No interior do algar, além das já referidas abóbadas representativas das tentativas de saída da lava basáltica, podem-se ainda observar restos da "capa" basáltica que revestiu as paredes  e que entretanto, por acção de fenómenos sísmicos e da gravidade foi desabando, deixando exposta a camada traquítica.  





Noutros pontos, a parede é revestida por um material vítreo, negro e liso, característico da obsidiana, que se apresenta  sob a forma de escorrimento lateral ou formando lâminas pendentes,  e que representa o recuo da lava. 




Outra característica única deste algar é a existência de estalactites e algumas estalagmites de sílica amorfa, de cor branca leitosa e veios férricos avermelhados produzindo alguns, por oxidação, depósitos de limonite.
Estas formações revestem uma parte importante dos tectos e das paredes, e têm origem na dissolução dos minerais férricos e de silica na água que se infiltra e escorre para o interior da cavidade. 


 
 
Esta enorme diversidade mineralógica confere ao algar uma variedade de cores e tons impressionante.






Fauna e Flora

 


A área envolvente do Pico do Carvão apresenta uma vegetação natural do tipo floresta húmida macaronésica e zonas de turfeiras. 





No primeiro troço da chaminé, mantém-se este tipo de vegetação com espécies arborescentes como o Azevinho (Ilex perado), a Urze (Erica azorica), o Loureiro (Laurus azorica)  e a Uva-do-mato (Vaccinium cylindraceum), alguns fetos como o Blechnum spicant, Polypodium macaronesicum, Culcita macrocarpa e Elaphoglossum hirtum e diversos briófitos. 



Segue-se outra zona um estrato herbáceo típico da floresta húmida açoriana, com Lysimachia azorica, Hedera helix, várias Carex, Leontodon rigens, Luzula purpureo-splendens e Prunella vulgaris. Novamente diversas espécies de musgos e hepáticas estão presentes. 

 


Numa zona inferior temos apenas os fetos e alguns briófitos.

A biodiversidade vai baixando consideravelmente, e por último, na penumbra, restam apenas as algas e os bolores.
No total, o povoamento vegetal inclui 34 espécies diferentes de hepáticas, 22 de musgos e 27 de plantas vasculares (12 das quais são fetos).





Do ponto de vista da fauna, esta cavidade vulcânica alberga uma importante variedade de animais troglóbios, especializados à vida nas cavernas:
o escaravelho Trechus terceiranus , endémico da ilha Terceira;
a centopeia Lithobius obscurus azorae , endémica dos Açores
e variadas espécies de aranhas, também endémicas como:

Pode-se encontrar também uma fauna de insectos que, embora não troglóbia, prefere este tipo de habitat como é o caso do escaravelho Catops coracinus e o Mil-Pés ou Bicho carta (Blaniulus guttulatus). 
É possível observar nesta área classificada a avifauna típica dos Açores, como é o caso do pardal (Passer domesticus), do melro-preto (Turdus merula azorensis) e do tentilhão (Fringilla coelebs). 
 




Referências:


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Sanjoaninas 2012

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Mais um ano de Festas de São João em Angra do Heroísmo, com um tema diversificado, Angra, Berço de Tradições, onde são focadas a tradição tauromáquica muito enraizada na ilha tanto nas touradas á corda como na praça, o Carnaval Terceirense e as Festas ao Divino Espírito Santo.



Uma semana repleta de espectáculos musicais, eventos tradicionais e gastronómicos, touradas e muita animação de rua.




São João
São João assiste às Festas


Sanjoaninas 2012
Tourada à corda
Sanjoaninas 2012
Festas do Espírito Santo
Sanjoaninas 2012
Carnaval Terceirense

Detalhe




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Ponta das Contendas

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Além de estar classificada como área importante para as aves (IBA), como Zona de Protecção Especial (ZPE) no âmbito da Rede Natura 2000, e de ser uma Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies incluída no Parque Natural da Terceira, é sem sombra de dúvida uma das mais belas paisagens da ilha Terceira. 
A área abrange a Ponta das Contendas, a Baía da Mina também conhecida  por Baía das Contendas  e a  Baía das Mós, num total de 90,55 ha.

A paisagem envolvente é dominada por dois cones de escórias, o Pico das Contendas e o Pico dos Cornos (ou da Maria Vieira) e escoadas lávicas que atingiram a costa.
A faixa litoral é muito recortada, e apresenta várias enseadas rochosas e praias de calhau rolado.

A Baía da Mina, tem o fundo marinho com clareiras de areia que alternam com blocos de pedra de várias  dimensões formando pequenas grutas, com uma profundidade média da ordem dos 15 metros, propício á prática do mergulho de observação. 
Os seus três ilhéus, o do Feno (que parecem dois),o do Garajau (onde apenas há pedra) e o da Mina (bastante afastado dos primeiros, constituem um  importante habitat de nidificação de aves marinhas protegidas como o cagarro (Calonectris diomedea borealis), o garajau-comum (Sterna hirundo) e o garajau-rosado (Sterna dougalli). 


Pico dos Cornos
Por detrás dos salgueiros...

Ilhéu do Feno

Ilhéu do Feno
Ilhéus do Garajau e da Mina

Ponta das Contendas


Baía da Mina
Baía da Mina

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Portuguese Man o' War

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Physalia physalis (Linnaeus, 1758)
Nome Comum:  Caravela-portuguesa, Garrafa azul
  • Reino: Animalia
  • Filo: Cnidaria
  • Classe: Hydrozoa
  • Ordem: Siphonophora
  • Família: Physaliidae
  • Género: Physalia
  • Endémica dos Açores: Não


A caravela portuguesa é um conjunto de vários organismos, unissexuais, com características diferentes e onde cada um tem uma função que assegura a sobrevivência de toda a colónia.
Sem locomoção própria, flutua à superfície das águas suave e lentamente ao sabor das marés e dos ventos. 
O organismo visível é uma estrutura em forma de carapaça, que pode atingir 30 centímetros de comprimento e 10 centímetros de largura. Os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros e são os responsáveis pelo perigo da caravela portuguesa, pois é neles que se encontram as células urticantes, que conservam as suas propriedades por muito tempo, mesmo que o indivíduo tenha ficado várias horas a seco na praia, pelo que se deve evitar tocar-lhes. 
Danos:
Do contacto com um simples fragmento desta espécie resulta a inoculação na pele da vítima de toxinas e proteínas potencialmente alergénicas, que provocam dor intensa e instantânea, e ardor. A intensidade destes efeitos depende essencialmente da localização e extensão do contacto, da idade da vítima e do facto desta ser mais ou menos alérgica ao "veneno" injectado.
O que fazer:
No caso de ocorrer um contacto físico com uma caravela portuguesa aconselha-se a colocação de compressas de água salgada do mar gelada e vinagre, no local afectado, por períodos de 10-20 minutos, para alívio da dor. Não deve ser utilizada água doce ou álcool pois provocam o aumento da libertação do "veneno". Também não se deve esfregar a área atingida, mas simplesmente tentar retirar os tentáculos ou partes de matéria ainda coladas à pele.

A caravela-portuguesa é importante para a alimentação das tartarugas marinhas, que são imunes ao seu veneno.

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