Videos

Quer Comentar?












Primeiro de uma série de epísódios sobre a ilha Terceira, denominado "Terceira - A ilha Lilás", totalmente produzido e realizado por nós, para ser apresentado neste blog.

Neste episódio, "O Arquipélago dos Açores", descreve-se o enquadramento geotectónico do arquipélago, onde confluem vários alinhamentos importantes. As ilhas do arquipélago dos Açores emergem da Plataforma dos Açores, que, grosso modo, está limitada a Oeste pela Crista Médio-Atlântica, a Sul pela Zona de Fractura Este dos Açores e a NE pelo alinhamento definido pelo Rifte da Terceira.O peculiar enquadramento geotectónico do arquipélago, confere-lhe uma actividade vulcânica importante e uma elevada sismicidade.



Ler o artigo completo ►

Paços do Concelho

Quer Comentar?


Praça Velha Angra do Heroismo
Praça Velha - vista das janelas da Sala de Sessões




Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Praça Velha












Camara Municipal Angra do Heroismo
Fachada

O primeiro Senado de Angra data de 1474, tendo sido estabelecido por João Vaz Corte Real  (capitão-donatário de Angra). O seu edifício situava-se sensivelmente no mesmo local do actual, com uma pequena praça defronte, como se pode reconhecer pela carta de Jan Huygen van Linschoten, em fins do século XVI.

Após o terramoto de 1608 a Praça onde se situava o edifício foi ampliada, e o edifício da Câmara remodelado em 1610.

Em meados do século XIX o edifício foi uma vez mais remodelado, tendo sido  inaugurado  11 Agosto de 1866.






A entrada principal do edifício abre-se num amplo saguão que se desenvolve numa imponente escadaria, ao cimo da qual se vê um busto do Infante D. Henrique.



 


Ao cimo do primeiro lance de escadaria destacam-se os vitrais que representam, os laterais, a heráldica da cidade de Angra e, ao centro, o emblema nacional.


No átrio superior destacam-se um valioso tapete de Arraiolos e uma mesa de bufete em madeira de pau santo dos finais do século XVIII.




Salão Nobre




Na Sala de Sessões destaca-se o valioso mobiliário do hemiciclo em madeira de jacarandá, executado na década de 1950 pelas oficinas da escola da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, ostentando em talha os três brasões usados pelo município ao longo dos séculos.(em)



 

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pela Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.

Ler o artigo completo ►

Forte do Negrito

Quer Comentar?

Ler o artigo completo ►

As Ilhas efémeras

Quer Comentar?
Pico Faial,  Flores e Corvo.
....Graciosa....
...S.Jorge...
...Terceira...
S.Miguel e Sta Maria

É como me lembro de ter aprendido na escola o nome das 9 ilhas dos Açores. Não sei se a cadência foi criada por mim, talvez lhe tenha dado um tom musical para ser mais fácil de decorar,  mas não é muito elucidativa da localização das ilhas nos grupos.
Isto já foi há alguns anos...mas se mais alguns fossem, e teríamos de retroceder até 1811, teria aprendido que haviam 10 ilhas nos Açores. É verdade, e se percorrêssemos a escala do tempo, teríamos mais e/ou menos ilhas para contabilizar.


As Ilhas efémeras

Entre Janeiro e Fevereiro de 1811, começou a sentir-se uma crise sísmica que afectou as povoações do extremo sudoeste da ilha de São Miguel, com destaque para a freguesia dos Ginetes, com emissão de gases no mar, frente à Ponta da Ferraria. Em Maio e Junho daquele mesmo ano, a actividade sísmica manifestou-se de novo, fazendo ruir rochedos e arruinando muitas casas. A 10 de Junho de 1811,  a cerca 5 Km da costa, surgiu uma nova ilha, com cerca de 2 km de perímetro e que chegou a atingir perto de 100 metros de altura. Foi baptizada pelos locais de "Ginete", devido à proximidade com a freguesia com o mesmo nome.

Erupção da Ilha Sabrina - imagem daqui
Em 1811,  a Europa encontrava-se  a braços com as Invasões Francesas, a família real Portuguesa encontrava-se refugiada no Brasil, e os britânicos eram nossos aliados. E aconteceu que um navio britânico de nome HMS Sabrina, que possivelmente se encontrava em missão de patrulhamento na região dos Açores, avistou a recente ilha. O seu comandante resolveu reclamá-la para a coroa britânica, e lá desembarcou a 4 de Julho, hasteou a bandeira, declarou a soberania britânica e baptizou a nova ilha de Sabrina, tal como o nome do seu navio. Ora isto desencadeou um curto incidente diplomático entre os dois países, pois Portugal não estava em condições de grandes reclamações e dependia da ajuda da coroa britânica. Só que em Outubro de 1811, quatro meses depois de aparecer, a ilha Sabrina desapareceu, destruída pela erosão marinha, deixando um baixio na zona onde antes estivera o cone. Ficou assim resolvido o incidente, pois não se pode reclamar território que não existe.






Banco D. João de Castro no Google earth


O banco D. João de Castro é um aparelho vulcânico submarino que se localiza entre as ilhas Terceira e S. Miguel, nas coordenadas geográficas 38° 14' 0" N e 26° 38' 0" W. A sua última grande erupção ocorreu em Dezembro de 1720 e formou uma ilha sensivelmente circular, com cerca de 1,5 km de diâmetro e 250 metros de altura.  A erosão marinha depressa a reduziu consideravelmente, e em 1722  a ilha tinha desaparecido.






Ilhéus das Formigas - imagem daqui


Os Ilhéus das Formigas, formados essencialmente por escoadas de basalto interrompidas por veios calcários, têm idade aproximada da ilha de Santa Maria  (+/- 8 milhões de anos), a mais antiga dos Açores. São o que resta de um vulcão e do que,no passado, terá sido uma ilha.







Ilha do Corvo - imagem daqui

A Ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, corresponde a um vulcão que começou a emergir há cerca de 730 mil anos, e cujo cone central teria alcançado cerca de 1 000 metros de altitude.  O colapso da cratera terá ocorrido há 430 mil anos. Aliada à erosão marinha, a ilha enfrenta erosão provocada pelos ventos dominantes de nordeste e oeste, apresentando já um cenário em que a vertente oeste da caldeira se encontra em contacto directo com a arriba costeira. Assim, a ilha já terá tido maiores dimensões do que tem hoje e será uma questão de tempo até que desapareça.


Ler o artigo completo ►

Outeiro da Memória ou Alto da Memória

Quer Comentar?



É uma construção no mínimo sui generis. Trata-se de um obelisco erigido no século XIX em homenagem à passagem de Pedro IV de Portugal pela Terceira, no contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834).


Encontra-se situado no alto de um outeiro e aqui terá sido construído a partir de 1474, o Castelo dos Moinhos.


Em 1839 o imóvel foi doado à Câmara Municipal de Angra a qual ambicionava ali instalar um Passeio Público, pelo que em 1844 iniciou-se a demolição dos antigos muros.

A cerimónia do lançamento da primeira pedra ocorreu no dia 3 de Março de 1845, aniversário da chegada de D. Pedro IV à ilha Terceira. 



A festa foi solene e preparada com todo o rigor:

Pela madrugada, rompeu uma salva de artilharia no Castelo, o repicar dos sinos em todas as igrejas e foguetes em vários locais da cidade. 
As cerimónias oficiais iniciaram-se na Câmara Municipal, onde se formou o Regimento de Infantaria 5, que tocou o Hino de D. Pedro. 
Organizou-se um grandioso cortejo que subiu a Rua da Sé até ao Alto das Covas, entrou na Rua do Rego, Miragaia e Pereira até ao local da cerimónia onde estava formada uma guarda de honra,  e onde foi colocado o retrato de D. Pedro.
No meio do largo estava colocada uma mesa, coberta com a colcha que “serviu no leito do excelso Príncipe” e onde foi colocada a pedra fundamental do monumento, a mesma que o monarca primeiramente pisou, em igual dia e mês em 1832, ao desembarcar no cais de Angra.

Depois de vários discursos, colocou-se no fundo do alicerce um cofre de bronze fabricado na Terceira a partir da fundição de moedas que tinham sido feitas com o bronze dos sinos da ilha, em 1829, onde se lançaram várias moedas da época e o pergaminho com a seguinte inscrição: 

“ A D. Pedro, o Grande, Duque de Bragança: a Câmara de Angra do Heroísmo em nome dos povos do Districto, em testemunho de gratidão e saudade; 3 de Março de 1845”. 

O cofre de bronze foi fechado e a chave entregue à Câmara e, por sua vez, encerrado dentro de outro feito de cedro. Na Câmara Municipal e na Torre do Tombo foram depositadas cópias do pergaminho. 
A pedra fundamental foi retirada da mesa, colocada numa bandeja e conduzida até ao alicerce e à uma hora em ponto, hora em que D. Pedro desembarcou, assentou-se a pedra fundamental, ao toque do hino de D. Pedro. 
A cerimónia encerrou com três vivas à “saudosa memória de D. Pedro”. 
Subiram foguetes no ar, os sinos repicaram, o regimento de infantaria e o castelo de S. João Baptista deram salvas e os marinheiros dos catorze navios ancorados no porto deram vivas à liberdade. 
Lançadas as flores sobre a pedra fundamental, o cortejo voltou à Praça da Restauração, onde se dispersou. 
À noite houve iluminação, música nas ruas e uma récita no Teatro Angrense.



Colocado sobre um supedâneo de três degraus, tem a forma de uma pirâmide quadrangular: o lado do quadrado da base tem 6,82 m e a altura é 21,76 m. Em cada uma das faces, tem uma elipse de mármore, com inscrições em letras pretas. A do lado Norte: A Ilha Terceira; a do Sul: A D. Pedro; a do Nascente: Nasceu em 12 de Outubro de 1798; a do Poente: Morreu em 24 de Setembro de 1834.

Deste miradouro privilegiado tem-se uma vista magnífica sobre a cidade, com os seus edifícios de cores garridas e alegres, os picos das igrejas, os pontilhados verdes dos jardins e lá em baixo o azul límpido na baía contrasta  ao lado com o verdejante Monte Brasil.




Este monumento foi praticamente destruído pelo grande terramoto de 1980, tendo sido reconstruído e reinaugurado pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo em 25 de Abril de 1985.



Fontes: "A Memória liberal na ilha Terceira" - Carlos Enes

Ler o artigo completo ►