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Forte de São Sebastião

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A data indicada como sendo a do início da construção do Forte de São Sebastião é entre 1568 e 1578, a mando do rei D. Sebastião de Portugal, homenagem a quem ficou sob a invocação do santo de mesmo nome.



"(...) Por haver estado fundeada na baía do Porto Novo, abaixo da vila de S. Sebastião, uma armada de 50 navios de guerra, que andavam ao corso, procedeu-se a vistoria, e se tratou de edificar imediatamente a fortaleza de S. Sebastião; assim como no Porto Judeu a de Santo António; e foram estas as primeiras fortalezas que houveram em toda a costa (...). - por Francisco Ferreira Drummond em  Anais da Ilha Terceira- Tomo I (Terceira Época - Capítulo VII)






Estando bem guarnecido e artilhado, as suas obras foram dadas como concluídas em 1580, embora faltasse a construção de  praticamente toda a muralha do lado Este, que terá sido concluída já no período da dinastia filipina.







O Forte de São Sebastião desempenhou vários papéis importantes na História da ilha:
- em 1581,  tendo contribuído para afastar a esquadra de D. Pedro de Valdez;

- em 1589, contribui para o afastamento dos navios do corsário inglês Sir Francis Drake;

- em 1597,  contribui para o afastamento da armada sob o comando de Robert Devereux;
 



- em 1641, os Terceirense tomaram posse do forte e a sua artilharia rompeu fogo contra a Fortaleza de São Filipe, o que permitiu  o controle do porto, impedindo o auxílio aos espanhóis sitiados na Fortaleza;

- em 1708, com o apoio da artilharia do Monte Brasil, repeliu a armada do corsário francês René Duguay-Trouin;



- em 1943, no contexto da Segunda Guerra Mundial, as dependências do forte foram ocupadas por tropas britânicas;


- em  2003, a Marinha Portuguesa arriou pela última vez a Bandeira Portuguesa no antigo forte.




Em 1964 o Forte foi proposto como Imóvel de Interesse Público pela Comissão de Arte e Arqueologia da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, encontrando-se assim classificado pelo Decreto nº 47.508, de 24 de Janeiro de 1967, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.
Em 1983 o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, incluindo as muralhas deste forte, foi classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.

Forte de São  Sebastião - Angra do Heroísmo
Planta do Forte



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Palácio dos Capitães-Generais

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Palácio dos Capitães-Generais


Colegio da Companhia de Jesus em Angra do Heroismo

Trata-se de um conjunto edificado de apreciáveis dimensões, onde primitivamente esteve instalado o Colégio da Companhia de Jesus que, em 1595, foi crismado com o nome de "Colégio da Ascensão".





A Longa História do "Colégio"...


1570


A 1 de Junho de 1570,  um grupo de doze religiosos Jesuítas entrou solenemente em Angra, para dar seguimento à construção do Colégio dos Jesuítas da Angra, que tinha sido mandado erguer por Alvará de D. Sebastião, em 19 de Fevereiro do mesmo ano (Os Jesuítas viviam em colégios e não em conventos ou mosteiros).  Ficaram instalados num edifício situado na Rua da Rocha (ver), que tinha sido fundado por José da Silva do Canto para  Recolhimento de Órfãos e onde existia a Ermida de Nossa Senhora das Neves.


1572 a 1577


"(...) Em 1572, D. Sebastião concedeu as licenças necessárias para a construção de uma nova edificação e atribuiu 600$00 reis anuais para o estabelecimento e sustento dos padres da Companhia, pagos a partir desse ano pelo Provedor da Fazenda Real na Terceira, através dos rendimentos da Coroa naquela ilha. As obras foram dirigidas pelo jesuíta Francisco Dias, com recurso das esmolas das principais famílias da ilha.
(...) 
Concedeu El-Rei a estes padres:
- o privilégio exclusivo de ensinarem Latim (alvará de 19 de Fevereiro) (...);
- que pudessem embarcar todo o género de cereais livremente (alvará de 10 de Janeiro de 1575);
- e que pudessem prender na cadeia pública da cidade os estudantes delinquentes, e não seriam soltos sem ordem do reitor (alvará de 25 de Outubro de 1577).
A sua maneira de viver e comportamento no século, as suas pregações e confissões, e outros meios adoptados por estudo particular desta Sociedade, lhes granjearam muitos bens, e o conceito de primeiros nesta ilha, e por isso se lhes incumbiram os negócios de maior transcendência, e os da Inquisição, que também lhes foram confiados até à sua extinção.(...)




1581 e 1582



(...) aclamar El-Rei Filipe por conselho dos padres da Companhia de Jesus, em razão das relações de amizade que entre eles havia,(...)  por mais que os padres depuseram e juraram o contrário, (...) confiscaram as rendas do Colégio e os bens móveis dele, proibiram-lhe o dizer missa, fecharam-lhes as portas, até as da igreja, e lhes taparam as janelas de pedra e cal, de modo que só às quartas-feiras lhes deitavam algum comer, e tudo se fazia por oficiais franceses; e assim estiveram os padres entaipados desde Julho de 1581 até Julho de 1582, em que foram mandados embarcar.(...)
Os padres da Companhia, em número de dez, (...) chegaram ao porto de Antona em Inglaterra, (...) No entretanto El-Rei D. António entregou o colégio, e todo o seu móvel, a outros religiosos que consigo trazia, e nos aposentos do mesmo colégio fez enfermaria de franceses, e armazéns de munições de guerra.(...)" 

em Anais da Ilha Terceira de  Francisco Ferreira Drummond - Tomo I

 


1641


Com a Restauração da Independência,  aqui tiveram lugar as reuniões do Conselho de Guerra presididas pelo padre jesuíta Francisco Cabral, coordenando-se o assédio ao Castelo de São Filipe (actual Fortaleza de São João Baptista) até à sua capitulação, a 4 de Março de 1642. 

Entretanto, os estudos no colégio seguiam o estipulado pelas Constituições da Companhia de Jesus. Os cursos aqui ministrados cobriam desde o ensino fundamental (então as primeiras letras) ao superior. Nesta última modalidade eram oferecidos os cursos de:
  • Letras - o mais elementar, com duração de três anos, compreendendo Gramática (latina), Humanidades e Retórica;
  • Filosofia ou Artes - com duração de três anos e sete meses, compreendendo Dialéctica, Lógica, Física e Metafísica; e
  • Teologia - o mais avançado, com duração de quatro anos, compreendendo Teologia Escolástica, Sagrada Escritura, Hebraico, Línguas Orientais e Sul-Americanas (indígenas), e Casuística.

1759


Em 1759, o Marquês de Pombal mandou expulsar os jesuítas da metrópole e das colónias, confiscando os seus bens, sob a alegação de que a Companhia de Jesus agia como um poder autónomo dentro do Estado português. Os religiosos foram expulsos dos Açores no ano seguinte (1760), tendo o Colégio da Terceira sido o último a ser abandonado, a 15 de Agosto. Foram confiscados pela Fazenda Nacional o edifício do Colégio, o Pátio dos Estudos, a Igreja e os respectivos anexos:
" Daqui partiram, na ocasião, doze religiosos, além daqueles que vinham dos Colégios no Faial e em São Miguel. Todos foram levados para a Inglaterra. Aqueles que possuíam objectos de prata de valor superior a cem mil cruzados, tiveram-nos confiscados, tendo Pombal mandado recolhê-los à Casa da Moeda de Lisboa onde foram fundidos para cunhar moeda. Desta, uma pequena parte foi remetida ao Provedor da Real Fazenda nos Açores para custear diversas obras então em curso em Angra, como o Cais da Alfândega e melhorias nas muralhas da Fortaleza de São João Baptista." (OLIVEIRA MARTINS, 2001:13)

Foto 1: Sala de Jantar
1766 a 1828

Em consequência das reformas Pombalinas, D. José I de Portugal, por alvará  datado de 2 de Agosto de 1766,  criava uma Capitania Geral nos Açores. Tendo em conta que já era sede da única diocese açoriana, a cidade de Angra foi escolhida para capital do arquipélago, pelo que o edifício da ala residencial do antigo Colégio  passou a servir de residência do Capitão General.
Em 1766, com a chegada do primeiro Capitão General, começou-se a adaptação do edifício às funções de palácio, transformando-se as celas conventuais em quartos e estabelecendo-se algumas salas para a secretaria do Governo Geral e para a Junta da Real Fazenda na capitania.
O segundo Capitão-general (1774), considerando insatisfatórias as obras promovidas pelo seu antecessor no palácio, preferiu residir no palácio do Governador da Fortaleza de São João Baptista. 
Será  com o  terceiro Capitão-General  que se instala neste edifício em 1796, que este será efectivamente adaptado à função de "palácio do governo"  até à extinção do cargo em 1832, sendo o  conde de Vila Flor e Duque da Terceira, o último capitão-general dos Açores.



Foto 2 - Sala dos Reis de Bragança
1828 -1834

- entre 5 de Outubro de 1828 e 22 de Junho de 1829, o palácio foi a Sede da junta Provisória;
- em 1832, D.Pedro I chega à Terceira, onde assume a regência em nome de sua filha D. Maria II, na qualidade de Duque de Bragança, e instala neste edifício a Sede do Governo da "Regência da Terceira".
- a partir de 3 de Março de 1832, durante os cerca de três meses em que Pedro IV de Portugal permaneceu na Terceira, este edifício funcionou como Paço Real.

1836

Em 1836 foi criada a 10ª Divisão Militar, com sede em Angra, sob o comando de um General, com o título de Comandante Militar dos Açores. São-lhe atribuídas, como residência, as salas do andar nobre e para secretarias, as salas do pavimento inferior.

1850

(...) ficou a parte do antigo Colégio dos Jesuítas constituindo propriedade do Ministério da Guerra e "(...) foi destinada à residência da primeira autoridade militar d'Angra e respectivas secretarias"
 
Foto 3 : Corredor
1901

Ficaram aqui instalados o rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia quando da sua estadia na Terceira, sendo que serviu  novamente como Paço Real.

1916
No contexto da Primeira Guerra Mundial, a transferência, para este local, do Comando Militar e respectivas secretarias.

1980


Ficou bastante danificado pelo terramoto de 1980, tendo passado para a posse integral do Governo Regional. 

Ao longo de quatro séculos de história, o conjunto edificado abrigou trinta e cinco diferentes organismos/instituições, tanto da Coroa quanto da República Portuguesa, como da Região Autónoma dos Açores, sendo inúmeras vezes adaptado e remodelado. Para a sua recuperação e restauro após o sismo, foi eleita a recriação do período dos Capitães-generais, tendo se procedido para a recomposição do seu recheio à aquisição de peças de mobiliário representativas do mesmo, da passagem do século XVIII para o século XIX.

2012

Actualmente o conjunto compreende três utilizações específicas:
  • é uma das residências oficiais do Presidente do Governo Regional dos Açores;
  • alberga a administração da Vice-Presidência; e
  • possui um percurso museológico visitável.

Foi classificado como Imóvel de Interesse Público pela Resolução nº 28/80, de 29 de Abril, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.

Nota: Lamentavelmente não é permitido tirar fotografias no interior do Palácio.








 

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Palacete Silveira e Paulo

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Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Rua da Conceição





 



Este palacete foi mandado construir em Abril de 1900 pelo comendador  João Jorge da Silveira e Paulo, um rico fazendeiro e negociante de cacau na ilha de S. Tomé.
Os materiais exteriores de revestimento utilizados são de grande qualidade.

Nas fachadas voltadas para as ruas vizinhas, as bordaduras das janelas e portas e o próprio soco são revestidos por pedra importada: lioz, mármore do Alentejo e pedra azul de Cascais, o que contribui para afirmar o valor do imóvel.

A fachada principal está voltada para a Rua da Conceição tendo ao centro um alto pórtico com dois portões em madeira trabalhada e uma varanda central, correspondente ao salão nobre da casa.

A partir da entrada desenvolve-se uma escadaria, em dois planos, cimo da qual está um vitral que representa duas figuras mitológicas: a agricultura e o comércio, correspondentes às fontes de riqueza do construtor.

No interior foi feito um liberal recurso às artes decorativas nas salas e salões, o que sublinha a magnificência do palacete, construído com recurso aos melhores materiais disponíveis na época.
Os sobrados e pavimentos são  em madeira de várias espécies e tons, num complexo e elaborado mosaico; os ferros fundidos das sacadas e torrinha são do melhor que a técnica da altura permitia; as sancas decorativas, em gesso com acabamento a folha de ouro, prata e pintura policromada marcam cada um dos compartimentos nobres. Merece referência o trabalho em estuque, por vezes policromo, nos florões dos tectos e paredes das salas dos dois andares nobres.

Da torrinha do palacete Silveira e Paulo vislumbra-se a cidade de Angra em todas as direcções através de um conjunto de janelas  e de uma varanda octogonal que a permite circundar, permitindo vista desimpedida em todas as direcções.


O palacete foi comprado pelo Estado em 1937, tendo sido sujeito a obras de reparação e adaptação, para o funcionamento  da Escola Comercial e Industrial. A escola foi fundada em 1899 e começou a funcionar no novo edifício em 1939. Aquando da extinção das Escolas Comerciais e Industriais decorrente da Revolução de 25 de Abril, ali passou a funcionar o Ciclo Preparatório, anexo à Escola Secundária Pe. Jerónimo Emiliano de Andrade, assim como o Conservatório Regional a partir do sismo de 1980.

No início deste Século foi entregue à Direcção Regional da Cultura, tendo sido sujeito a obras de restauro e adaptação, respeitando a sua traça original.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pela Resolução n.º 64/84, de 30 de Abril, publicado no Jornal Oficial, I Série, n.º 14, daquela data, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto


Referências:  Wikipédia e CCM

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Prédio na Rua do Salinas

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Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil  
Morada: Rua do Salinas, 50-60 

Época Inicial: SÉC. XVIII 








Imóvel de Interesse Público (Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, publicado no Jornal Oficial) 

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Teatro Angrense

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Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil  
Morada: Rua da Esperança, n.º 48 a 52

teatro angra do heroismo

Este edifício é uma construção do Séc. XIX, que sofreu importantes obras de remodelação na década de 20. É um teatro aberto dito "ferradura", muito divulgado com a evolução da ópera italiana e o teatro romântico, tratando-se de um exemplar único na Ilha e dos melhores dos Açores.



teatro angra do heroismo

Em termos arquitectónicos, este edifício tem todas as características e condições para um desempenho teatral em moldes tradicionais, com teia, camarins e palco. A sala tem estrutura em madeira, criando boas condições acústicas. Os espectadores dispõem, desde a sua construção, de meados de oitocentos, uma sala com plateia, balcão, frizas, camarotes de duas ordens com salas de fumo e geral. 
 


teatro angra do heroismo
 

Exteriormente, é um edifício com influências neoclássicas, encimado por um frontão triangular, bem situado no centro da cidade. Por cima da bilheteira existe uma cobertura "Arte Nova", em ferro forjado.

Em termos culturais, é um marco importante pela série de companhias portuguesas e estrangeiras que, desde a sua fundação, em 1860, ali apresentaram espectáculos. (em C.C.A.)





Foi declarado Imóvel de Interesse Público, como publicado em Jornal Oficial, I Série, nº 49, Resolução n.º 152/89, de 5 de Dezembro, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto

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Palácio Vila-Flor

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Palácio Vila Flor

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Rua Direita, 111-121


 
Este Palácio foi mandado construir por volta de 1815, por Aniceto António dos Santos, um rico comerciante e tesoureiro da Bula da Cruzada nos Açores. Em 1828, o edifício foi-lhe requisitado para residência do Conde Vila-Flor, destacado em missão política na Terceira, como 11º Capitão General dos Açores. Era o 7º Conde de Vila-Flor, de nome António José de Sousa Manuel Menezes Severim Noronha, que depois foi-lhe atribuído o título de Duque da Terceira. No fim do Séc. XIX, a casa passa para a posse de João Carlos da Silva, e em 1903 para o filho deste, Visconde de Agualva, que nela habitou durante a sua vida.(em Centro de Conhecimento dos Açores)


Imóvel de Interesse Público (Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, publicado no Jornal Oficial)

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Casa da família Carvalhal

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Prédio na Rua de Jesus

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Rua de Jesus, 10 



Este edifício foi construído no local da primitiva casa e ermida de Nossa Senhora das Neves, pertencente ao Morgado João da Silva do Canto e que se destinava a recolhimento de órfãos. 

Ocupada pelos Jesuítas, em 1570, que aí se instalaram e mantiveram até meados do Séc. XVII, altura em que se transferiram para o Colégio da Companhia de Jesus, a casa arruinada ou demolida deu lugar àquela que lá se encontra erigida.


Trata-se duma construção dos finais do Séc. XVII, de magníficas e imponentes proporções, representando um grande e maciço volume de construção que se destaca nesta zona da cidade. Tem uma configuração simétrica relativamente ao eixo, que representa a porta principal e janela superior, este edifício residencial foi construído pela família Carvalhal, cuja presença na casa se encontra documentada desde 1711.

A importância deste edifício influiu na toponímia da cidade, a atender pela vizinha Travessa dos Carvalhais. em Centro de Conhecimento dos Açores)


Está classificado como Imóvel de Interesse Público (Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, publicado no Jornal Oficial)

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Casa de D.Violante do Canto

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Prédio na Rua da Sé (Casa de D. Violante do Canto)


Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Rua da Sé, 190-198

 
Foi construído no Séc. XVI para servir de  residência  de uma  importante figura da história portuguesa e desta cidade, D. Violante do Canto. É considerada um solar do final das épocas medievais, apesar de conter já elementos decorativos do renascimento. O suporte das varandas apresenta ligeiras influências manuelinas. A fachada de dois pisos tem uma composição simétrica, cuja axialidade é marcada por um notável portão que dá entrada ao átrio que tem acesso aos outros andares, lojas e antigas cavalariças. O piso de cima foi construído no Séc. XVIII, com janelas de aventais, ao gosto da época, mais pequenas que as das varandas do andar mais antigo. No interior do edifício encontram-se nobres tectos de cedro, cujos brasões estão no Museu de Angra. Este edifício foi concebido para uma residência nobre.




Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pela Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.


Referências: Centro de Conhecimento dos Açores

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Imóveis de Interesse Municipal da Freguesia da Sé

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Prédio na Carreira dos Cavalos

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Carreira dos Cavalos, 61-65

Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)





Prédio na Carreira dos Cavalos

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Carreira dos Cavalos, 55-59A


Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)





Prédio na Carreira dos Cavalos

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil
Morada: Carreira dos Cavalos, 27A-29


Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)





Prédio na Carreira dos Cavalos

Tipo de Imóvel: Arquitectura Civil  
Morada: Carreira dos Cavalos, 25-27


Imóvel de Interesse Municipal (Decreto n.º 129/77, de 29 de Setembro, publicado no Diário da República, I Série, n.º 226)

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Angra do Heroísmo - Cidade Património da Humanidade - Centro Histórico

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O Centro Histórico de Angra do Heroísmo é uma  Zona Classificada como Conjunto de Interesse Público, e detêm a designação de Monumento Nacional desde 2001, tendo também sido criada uma zona de protecção onde se salvaguardam em geral, a distribuição de volumes e coberturas ou revestimento exterior dos edifícios.A salvaguarda do património construído implica que qualquer intervenção sobre o património edificado esteja sujeita a regras rigorosas, devidamente legisladas.

Limite do Centro Histórico de Angra do Heroísmo


A arquitectura patrimonial de Angra do Heroísmo é um  conjunto de conventos, fortificações, igrejas, palácios, solares, quintas senhoriais, e outras edificações de importância histórica e cultural que remontam, na sua maioria, a datas bastante recuadas, algumas mesmo ao século XVI. Engloba arquitectura civil, militar e religiosa num vasto número de edificações classificadas de Monumentos Regionais , Imóveis de Interesse Público e Imóveis de Interesse Municipal, que importa conservar.

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Ermida e Solar de Nossa Senhora dos Remédios

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Solar dos Remédios



Encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público pela Portaria n.º 14/78, de 14 de Março, publicado no Jornal Oficial da região Autónoma dos Açores, I Série, n.º 6, alterada pela Resolução n.º 28/80, de 29 de Abril, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.






O conjunto foi iniciado no século XVI, por Pero Anes do Canto, nomeado como 1º Provedor das Armadas em 1527, mantendo-se na posse da sua descendência até à sua extinção, no século XIX. Além da sua função residencial, sediava a Provedoria das Armadas.

O seu filho, António Pires do Canto, que o sucedeu como Provedor das Armadas, mandou erguer a capela, por volta de 1540.


A primeira grande alteração no primitivo conjunto da casa e capela, foi realizada na primeira década do século XVII, determinando a edificação da grande casa que hoje conhecemos como o Solar dos Remédios.
Ao final do século, reedificou-se a primitiva capela, conferindo-lhe as actuais feições, conservando a imagem de Nossa Senhora dos Remédios.


No século XVIII, foram empreendidas extensas obras de conservação e restauro no conjunto, e é por esta altura que se procedeu à colocação da pedra de armas da família Canto e Castro, sobre o portão do solar.


No início do século XX, o conjunto foi vendido à Irmandade de Nossa Senhora do Livramento para instalação do orfanato "Beato João Baptista Machado", instituição que aqui funcionou até ao sismo de 1980, que lhe causou extensos danos, nomeadamente na Capela dos Remédios, quase que inteiramente destruída.

Por acordo com a Irmandade, o Governo Regional dos Açores obteve então a posse do imóvel, iniciando um vasto programa de restauro e requalificação, sendo inaugurado em 1996. Os trabalhos na capela foram concluídos em 1999.

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Angra do Heroísmo - Cidade Património da Humanidade - A candidatura à Unesco

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A Candidatura a UNESCO


A UNESCO enviara uma comissão à Terceira entre 23 e 31 de Janeiro de 1980, para avaliar a destruição, e em 1981 foi apresentado o projecto de candidatura.
Centro Histórico de Angra do Heroísmo, foi classificado no dia 7 de Dezembro de 1983 pela UNESCO, Património da Humanidade ou Património Mundial, pelos critérios IV e VI: a sua importância como escala de rotas marítimas e o seu papel na aproximação das civilizações.




«Angra do Heroísmo era de uma beleza tal que não podia nunca morrer. A alma da cidade clamava pelo seu corpo. E hoje é de novo uma pequena jóia», disse Mota Amaral, então presidente do Governo Regional.










Hoje vivem e circulam neste monumento vivo cerca de 15.000 pessoas por dia.








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Angra do Heroísmo - Cidade Património da Humanidade - A reconstrução

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Angra do Heroísmo 


A reconstrução 


450 anos após a sua fundação, as marcas da história continuavam visíveis em  Angra do Heroísmo: no desenho renascentista das suas ruas, bem como nos seus edifícios com uma traça muito própria, de cantarias lisas ou emolduradas, sacadas de madeira com rótulas e aventais nas janelas de peito. Mas após o sismo de 1980, e perante a enorme destruição dos monumentos e das habitações, houve quem sugerisse que simplesmente se arrasasse a cidade e se construísse uma nova noutro local, ou quando muito, que se mantivessem as fachadas e se fizessem casas novas por detrás das antigas.




 A Reconstrução





Horas depois do sismo já as máquinas das obras públicas trabalhavam nas ruas,tentando desimpedir os acessos e removendo escombros.








A prioridade eram as pessoas, o seu realojamento,a limpeza das ruas, a reconstrução das casas. 







Três dias depois, foi formalmente constituído o Gabinete de Apoio à Reconstrução, liderado pelo Eng. Correia da Cunha, para apoiar na reconstrução de edifícios de carácter comum. 



A sua filosofia era dar apoio à  população na reconstrução das suas habitações, fornecendo materiais e orientação técnica, mas delegando nos proprietários a responsabilidade da mesma, o que veio a ser considerado um exemplo na tarefa de reconstrução de catástrofes.









A Direcção Regional dos Assuntos Culturais  ficou encarregue da reconstrução de igrejas, palácios, solares, fortificações e edifícios seculares, exemplos de arquitectura religiosa, militar e civil que transformavam Angra numa cidade única. 






Reedificar a cidade, e preservar  o seu passado, era  um desafio enorme e uma obsessão para os conhecedores da sua História, mas a generalidade da população não tinha grande sensibilidade para a preservação do património.



 




Homens empenhados  levaram a peito a missão de resgatar, catalogar, escorar ou armazenar pedaços de azulejos, talhas douradas, brasões, telas, até  pedaços de alvenaria. "Chamavam-lhes «loucos», e muitas vezes o trabalho era feito contra a própria vontade dos proprietários, com quem chegava a haver discussões aos gritos" diz Joel Neto em A Cidade dos Heróis.

 


Foi criada legislação especial, prevendo financiamentos a fundo perdido para os proprietários de  casas classificadas, associações culturais e desportivas, impérios do Espírito Santo, igrejas da Diocese, capelas e ermidas privadas.




Lentamente, viu-se de novo a cidade a renascer,  as igrejas da Sé, da Misericórdia, da Conceição..., o edifício dos Paços do Concelho, o obelisco a D. Pedro IV, os magníficos solares,  conventos como o de S. Gonçalo, capelas e impérios, os fortes e até um hospital militar de valor histórico incalculável.







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